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A imunoterapia com células CAR-T se destaca na eliminação de tumores, para leucemia linfoblástica aguda de células B (LLA-B), em casos que os pacientes estariam em estado paliativo, promovendo remissão em 60-80% de casos clínicos adultos e pediátricos. Apesar de ser promissora, redireciona a resposta dos linfócitos T para um alvo tumoral específico por meio de um receptor quimérico de antígeno (CAR), apresenta algumas limitações: fabricação e o uso restrito a um único paciente (do paciente para o próprio paciente), baixa qualidade do material inicial (as células são removidas do paciente que já passou por terapias prévias), demora na manufatura e alto custo (a maioria utiliza vetores virais e são autólogas). Visando deixar essa terapia mais barata e acessível, é possível gerar as CAR-T para uso alogênico, sendo necessário a remoção do receptor de células T (TCR), estrutura de reconhecimento de antígenos. Esse receptor deve ser removido para evitar a doença do enxerto versus hospedeiro (células do doador atacam as células saudáveis do paciente. As células CAR-T alogênicas, produzidas a partir de um doador saudável, podem ser utilizadas em mais de um paciente, diluindo o custo da produção, não precisa do tempo de espera da manufatura (possível prepará-las antecipadamente, deixando-as prontas em estoque) e as células possuem melhor qualidade fisiológica. Geramos essas células alogênica, em âmbito pré-clínico, de duas maneiras: utilizando vetor não-viral, sistema de transposon Sleeping Beauty (SB), para expressão do CAR e simultaneamente o CRISPR, para remoção do TCR e recombinação sítio-específica, alinhando o uso do CRISPR, para remoção do TCR, com DNA doador, para que a expressão do CAR fique sob a regulação do promotor endógeno da cadeia alfa do TCR (KI). Testamos em camundongos imunodeficientes (NSG), inoculados com linhagem tumoral de LLA-B. As configurações alogênica, tiveram ação antitumoral próxima ou superior ao controle SB, sendo as CAR-T geradas por meio do KI com maior efeito antitumoral. Com isso, pode ser uma alternativa para implementação desta terapia no sistema único de saúde, uma vez que sua manufatura pode reduzir os custos associados a terapia, possibilitando a redução no tempo de espera para o início do tratamento, uma vez que as células podem ser estocadas, e apresentam potencial antitumoral maior do que as convencionais geradas de maneira autóloga
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