A oncologia do SUS contra o caos

Vol 5, 2026 - 342110
Imprensa e Comunicação em Câncer - Etapa 1
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

A reportagem retrata como as enchentes histórias de maio de 2024 no Rio Grande do Sul impactaram pacientes com câncer e praticamente toda a rede de atendimento oncológico no estado. A tragédia climática provocou interrupções nos tratamentos – ainda que por um curto período -, dificultou o acesso a hospitais e obrigou profissionais de saúde, instituições e voluntários a criarem soluções emergenciais para garantir a continuidade do serviço.

Relatos de médicos, enfermeiros, assistentes sociais e pacientes atendidos em hospitais gaúchos deram a dimensão da tragédia. As fortes chuvas derrubaram pontes e provocaram a interdição de estradas, cortando a ligação entre cidades vizinhas.  A tragédia afetou 478 dos 497 municípios gaúchos, atingindo diretamente quase 2,4 milhões de pessoas – pouco mais de um quinto da população do Rio Grande do Sul.

Da adversidade, porém, nasceu uma enorme rede de apoio: pacientes foram transportados de helicóptero para sessões de quimioterapia e radioterapia, ampliou-se o uso da telemedicina, houve entrega de medicamentos em domicílio e remarcação de consultas para locais mais próximos. Depois do drama da Covid-19, a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a mostrar sua potência.

Voluntários e organizações não governamentais se uniram para criar a Força Onco RS, uma coalizão para apoiar pacientes afetados pelas enchentes. O grupo montou inclusive um abrigo temporário, em Porto Alegre, especificamente para pessoas com câncer.  Foi uma forma de garantir hospedagem de curta duração tanto para quem fazia químio e radioterapia quanto para doentes em tratamento que haviam perdido suas casas ou estavam impossibilitados de se deslocar até os locais de tratamento.

A reportagem também procurou mostrar o impacto emocional do episódio sobre profissionais da saúde, que precisaram atuar além de suas funções habituais para localizar pacientes, reorganizar atendimentos e prestar suporte humanitário. Revelou-se, ainda, os efeitos de uma catástrofe climática como a do Rio Grande do Sul sobre pessoas com doenças graves e tratamentos contínuos.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Instituto Nacional de Câncer
Categoria
  • IV - Imprensa e Comunicação em Câncer
Palavras-chave
Rio Grande do Sul
oncologia
câncer
tratamento oncológico
saúde pública