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Introdução: O Paraná, por meio do programa de Qualificação de Atenção Primária à Saúde (APSUS), definiu como prioridade a implantação da Rede de Pessoa Idosa. A identificação, rastreio e estratificação da população idosa são importantes estratégias para que a Atenção Primária à Saúde assuma a coordenação da saúde do idoso e encaminhe para a Atenção Ambulatorial Especializada aqueles que possuem maior risco de fragilidade, com o objetivo de promover o cuidado necessário. Objetivo: O objetivo desse estudo foi analisar os resultados do processo de qualificação da Atenção Primária à Saúde referente ao cuidado com o idoso. Metodologia: Estudo qualitativo, do tipo estudo de caso. A população estudada foram trabalhadores de uma unidade de saúde participante do programa APSUS. A coleta de dados foi feita por meio de observação e entrevista semiestruturadas, no período de julho de 2018 até abril de 2019 e os dados foram analisados segundo proposta de Martins e Bicudo. Resultados: Os resultados revelaram que a atividade de conhecer, sistematizar e estratificar a população permitiu maior conhecimento relacionado ao manejo com o grupo dos idosos. Considerações finais: A organização a nível de APS é essencial para que esta assuma-se como coordenadora do cuidado e proporcione o manejo mais adequado para as necessidades da população idosa.
O Programa de Qualificação de Atenção Primária à Saúde (APSUS), criado em 2011, é uma estratégia da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (SESA) que visa apoiar os municípios no que se refere à qualificação da Atenção Primária à Saúde (APS) e tem como base a implantação das Redes de Atenção à Saúde (RAS). O APSUS possui diversas vertentes, sendo uma delas o processo de tutoria, que buscava apoiar as unidades de saúde no sentido de identificar a população, estratificá-la e orientar no gerenciamento de micro e macroprocessos, para que a APS assuma a coordenação das RAS (PARANÁ, 2018). Nesse sentido, um dos objetivos é o vínculo da APS aos Consórcios Intermunicipais de Saúde para a implantação da Rede de Assistência Integral à Saúde do Idoso (RAISI). A APS, por meio de instrumentos, rastreia e estratifica a população de idosos, identificando-os como Idoso Robusto, Idoso em Risco de Fragilidade ou Idoso Frágil. Aqueles classificados como frágeis e alguns como em Risco de Fragilidade são encaminhados para a Atenção Ambulatorial Especializada (AEE), vinculados ao consórcio, e que juntamente com a APS irá acompanhar e elaborar um plano de cuidados para esses idosos.
O objetivo desse estudo foi analisar os resultados do processo de qualificação da Atenção Primária à Saúde referente ao cuidado com o idoso.
Estudo qualitativo, exploratório, do tipo estudo de caso. Ocorreu em uma Unidade de Saúde da Família de um município do norte do Paraná. Foi realizado em julho de 2018 a abril de 2019, utilizando-se de observação participante e entrevistas semiestruturadas. Na observação participaram os 49 trabalhadores que estavam atuando no período da coleta e nas entrevistas, foram selecionados 18 profissionais. Foram eles: enfermeiro, ACS, médico de família e comunidade, auxiliar de enfermagem, técnico de gestão pública, auxiliar de serviços gerais e um residente de diferentes categorias: cirurgião dentista, psicólogo, nutricionista, educador físico, fisioterapeuta, assistente social e residente de medicina de família e comunidade. Foi considerado como perda um profissional farmacêutico. Os dados foram submetidos a análise de discurso e a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da instituição à qual está vinculada, sob número do CAAE 03471318.8.0000.5231. Resultados e Discussão Um dos resultados referentes ao processo de qualificação da APS foi evidenciar o cuidado com a população idosa, melhorando a resolutividade do cuidado a nível primário. A atividade de conhecer, sistematizar e estratificar a população permitiu maior conhecimento relacionado ao manejo com o grupo dos idosos, como revelou a fala do profissional: “No processo do selo foi dado a questão da saúde do idoso para mim e eu não sabia nada a respeito disso (...) Eu precisei estudar e foi importante aprender sobre esse instrumento de estratificação e poder compartilhar isso com a equipe”. Sabe-se que a população idosa é heterogênea e possui necessidades singulares (PARANÁ, 2018b). Sendo assim, o conhecimento sobre essas especificidades evita tratamentos desnecessários e negligências, o que demanda por parte de uma equipe multidisciplinar proatividade na identificação de riscos e estratégias para reconhecer, avaliar e manejar adequadamente a pessoa idosa (PEREIRA, 2014).
Diante o exposto, considera-se que a organização, especialmente a nível primário, é essencial para que esse grupo tenha acesso ao cuidado e após estratificação e manejo, possua atenção em outros pontos da rede, como a AEE, e assim, proporcionar a terapêutica de acordo com suas especificidades.
PARANÁ. Secretaria de Saúde. A tutoria na APS. Curitiba, 2018a. Disponível em: http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/CadernaATutorianaAPS_2018.pdf PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Superintendência de Atenção à Saúde Linha guia da saúde do idoso. Adriane Miró Vianna Benke Pereira, Amélia Cristina Dalazuana Souza Rosa. – Curitiba: SESA, 2018b. 126p PEREIRA, A.M.V.B. Saúde do idoso na Atenção Primária. In: Programa de Qualificação da Atenção Primária à Saúde – APSUS. Oficina 9. Saúde do Idoso. 2014. Disponível em:
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