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Estudo do perfil de expressão dos transcritos b2a2 e b3a2 e do status de fosforilação da proteína GAB2 no monitoramento da resposta terapêutica ao imatinibe em pacientes com leucemia mielóide crônica

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Introdução: A maioria dos pacientes com leucemia mieloide crônica (LMC) expressam os transcritos b2a2 e/ou b3a2 do gene BCR-ABL, o qual codifica uma oncoproteína p210BCR-ABL. A fisiopatogenia da LMC está associada a estrutura da p210BCR-ABL, a qual permite múltiplas interações proteína-proteína e sugere o envolvimento de diversas vias de sinalização intracelular. Uma dessas interações envolve o resíduo de tirosina conservado (Y177) da porção BCR da p210BCR-ABL. A Y177 funciona como um sítio de ligação de alta afinidade para o domínio SH2 da GRB2, que por sua vez recruta SOS (um permutador de nucleotídeo guanina da RAS), resultando na ativação de RAS, além disso a GRB2 liga-se a proteína de ligação associada a GRB2 (GAB2), que depois de fosforilada pelo BCR-ABL1 promove a ativação constitutiva da fosfatidilinositol 3-quinase (PI3K)/AKT e da quinase regulada por sinal extracelular (ERK) em células primárias da LMC. Um estudo recente reportou alterações estruturais nos domínios de homologia SRC (SH1, SH2 e SH3) e no domínio de ligação ao DNA da proteína BCR-ABL codificada pelos transcritos b2a2 e b3a2. Uma vez que a proteína GAB2 é fosforilada pelo domínio SH1 da proteína BCR-ABL, pensa-se que essas alterações estruturais nas proteínas codificadas pelos diferentes transcritos possam afetar a atividade tirosino quinase da proteína e, portanto, a capacidade de fosforilar diferentes alvos proteicos, tais como a GAB2. Deste modo, acredita-se que as variantes transcricionais do BCR-ABL possam afetar a fosforilação da GAB2 levando a diferentes desfechos clínicos. Objetivos: Este projeto se propõe a avaliar a expressão dos transcritos b2a2 e b3a2 e o status de fosforilação da proteína GAB2 nos pacientes com LMC ao diagnóstico, aos 3, 6 e 12 meses de tratamento com Mesilato de imatinibe e associar com as manifestações clínicas e laboratoriais. Métodos: O projeto será enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará. Trata-se de um estudo de coorte no qual 50 pacientes serão acompanhados em quatro momentos: ao diagnóstico, aos 3, 6 e 12 meses de tratamento como Mesilato de imatinibe. Serão colhidas amostras de sangue periférico (SP) dos pacientes ao diagnóstico, aos 3, 6 e 12 meses de tratamento. Dois tubos contendo EDTA como anticoagulante serão coletados para a identificação e quantificação do tipo de transcrito do gene BCR-ABL e para a quantificação da proteína pGAB2 e GAB2, será coletado, também, um tubo com heparina para a realização da citogenética clássica por bandeamento G. Os dados clínicos e laboratoriais serão obtidos dos prontuários médicos. A análise estatística dos dados será realizada através do programa GraphPad Prism 6.0. O nível de significância considerado para as análises será de 5%, assim valores de p<0,05 serão considerados significantes.