66386

Escores de risco terapêutico de pacientes em uma unidade de terapia intensiva

Favoritar este trabalho

Introdução: O acompanhamento farmacoterapêutico (AFT) é a prática em que o farmacêutico se torna responsável pelas necessidades do paciente relacionadas ao uso de medicamentos. Propõe-se uma análise do Escore de Risco Terapêutico (ERT), sendo esta realizada por um instrumento que possibilita selecionar os pacientes, de acordo com a necessidade de acompanhamento, priorizando os pacientes expostos a maior risco terapêutico, prestando assistência aqueles cuja patologia de base ou fatores de risco relacionados a terapia, exijam cuidados farmacêuticos. Os estudos envolvendo a atuação do farmacêutico clínico na unidade de terapia intensiva ainda são escassos. O profissional farmacêutico deve se inserir na prática assistencial cotidiana em UTI, atuando de forma a colaborar com a equipe multiprofissional, otimizando a terapêutica. Tal inserção já pode ser notada e as atividades assistências vem ganhando espaço, desfazendo a ideia de que o farmacêutico no ambiente hospitalar esta relacionado unicamente a logística e dispensação de medicamentos (Latin American Journal of Pharmacy. USA, 30; 1342, 2011) (Rev. Bras. De Terapia Intensiva. BRA, 27; 149, 2015). Objetivos: Categorizar pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva através de uma proposta de ERT. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo descritivo, propondo um processo de categorização dos pacientes em um Escore de Risco Terapêutico, levando em consideração a idade, uso de medicamentos totais, uso de medicamentos endovenosos, uso de medicamentos potencialmente perigosos, complicações clínicas, via de administração de dieta e paciente imunossuprimido. O projeto foi submetido e aprovado ao Comitê de Ética em Pesquisa pela Plataforma Brasil com CAAE 60329516.4.0000.5054. O estudo apresenta risco mínimo aos participantes envolvidos. Resultados: Foram acompanhados 8 pacientes internados na UTI. Destes apenas 25% (n=2) tinham menos que 45 anos, onde um deles pontuou como ERT baixo. Dentre os que pontuaram ERT como baixo (N=2), todos tinham alimentação via oral e não fazia uso de medicamentos potencialmente perigosos, e ainda não utilizavam ou utilizavam menos que 3 medicamentos por via endovenosa. Apenas 12,5% (n=1) dos ERT foi definido como alto, este fazia uso de nutrição parenteral, eletrólitos concentrados e entre 11 e 15 medicamentos, sendo mais de 4 por via endovenosa. A maioria dos pacientes teve ERT definido como médio (n=5), todos utilizavam mais 6 medicamentos e como via de administração de dieta a sonda enteral. Conclusão: Podemos concluir que os critérios utilizados no instrumento para categorizar os pacientes conforme ERT é sensível e permite ao farmacêutico otimizar o tempo dispendido no AFT conforme necessidade do paciente.