Compreendendo a Doença de Crohn - uma abordagem bibliográfica
Introdução: Pode-se definir a Doença de Crohn, como um processo inflamatório na região intestinal, sendo de caráter crônico e de etiologia ainda desconhecida, ainda vale ressaltar que a mesma é incurável, tanto por tratamento médico farmacológico quanto por meio de procedimentos cirúrgicos, podendo ainda acometer o trato gastrointestinal de maneira localizada ou multifocal, sendo de intensidade variável e transmural, seu diagnóstico pode ser feito utilizando-se colonoscopia com biópsia, avaliando ainda a porção do íleo terminal, sendo estes os melhores recursos, ainda é viável a realização do exame histopatológico do material colhido na biópsia, tomografia e radiografia computadorizadas do abdome, bem como realização de exames laboratoriais, o tratamento é feito com medidas farmacológicas, onde adota-se o uso de antiinflamatórios e imunossupressores/imunomoduladores, medidas nutricionais com adequação de dieta e em caso de não remissão do quadro clínico necessita-se de realização de procedimento cirúrgico para retirada de parte do intestino. Objetivo: Relatar por meio de revisão de literatura com base em busca em outros trabalhos aspectos que envolvam a Doença de Crohn, como definição, diagnóstico, manifestações clínicas e tratamento, facilitando sua compreensão. Métodos: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica do tipo exploratório/descritivo, onde foram selecionados 15 artigos, todos em língua portuguesa, que envolviam principalmente relatos de caso sobre a Doença de Crohn, excluindo-se artigos que se tratavam de revisão de literatura de outros trabalhos, ou aqueles que não se adequavam ao objetivo deste estudo. Resultados: Após avaliação de forma minuciosa dos casos relatados, pode-se perceber que a Doença de Crohn por si só já reflete profundas mudanças na qualidade de vida do indivíduo acometido pela mesma, sendo ainda capaz de evoluir, contribuindo para a formação de fístulas, achados nodulares e processos inflamatórios que podem evoluir para neoplasias e outras complicações, como a síndrome do intestino curto, que cursa entre as mais comuns. Também foi possível observar a ausência de indicações clínicas que favoreciam ou davam indício de como e porque determinado paciente desenvolveu a doença, bem como estar a par das classes farmacológicas mais utilizadas no tratamento da mesma e em que condições se faz necessário a adoção de cirurgia. Conclusão: Após o exposto, tornou-se notório o quão relevante são estudos que atestem a veracidade de tal patologia e de novas pesquisas que busquem a origem do desenvolvimento da mesma, bem como tratamentos que contribuam para sua cura total e não apenas parcial, são vários os relatos da doença, bem como de suas complicações, trazendo sempre questionamentos que envolvem o início da doença e por fim o tratamento de modo sintomático e paliativo, quando não se há necessidade de cirurgia.