Atividades experimentais em DPOC: métodos de indução e tratamento
Introdução: O consenso da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBTP), defini a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) como uma enfermidade respiratória previsível e tratável, com manifestações sistêmicas e associada a uma resposta inflamatória anormal à inalação de fumaça de cigarro e outras partículas e gases tóxicos. É uma das principais causas de morbimortalidade mundial (CoSci Sau. 9:610,2010). Objetivos: Verificar os modelos experimentais de indução e tratamento em DPOC. Métodos: Foram selecionados 25 artigos científicos nas plataformas Scielo, PubMed, Science Direct, Hindawi e Biomed Central publicados no período entre 2007 e 2017, num total de 40 artigos pesquisados. Utilizou-se as palavras chave DPOC, enfisema, inflamação pulmonar. Como critério de inclusão observou-se o período de publicação, artigo original com modelos experimentais e que envolvessem tratamento da DPOC. Resultados: Com a análise dos artigos percebeu-se que 9 destes usaram como modelo experimental a indução por fumaça do cigarro, 2 abordam marcadores biológicos e 14 trabalhos apresentam indução por enzimas. Dentre as formas de tratamento 5 artigos abordam a laserterapia, 4 abordam fitoterápicos, 13 artigos abordam o uso de corticosteroides e 2 artigos tratam da terapia celular. Foram observados métodos indutivos como uso de marcadores biológicos, uso de enzimas além da exposição à fumaça do cigarro em ratos da espécie Rattus novergicus e métodos de tratamento em DPOC, tais como laserterapia, terapia celular, uso de fármacos das classes fitoterápicos e glicocorticoides. O uso de marcadores de estresse oxidativo e DNA monitoram a incidência de neoplasia pulmonar e modificações no código genético induzidas pelas espécies reativas na DPOC. O fumo é um fator importante para o de-senvolvimento do enfisema, pois estimula os macrófagos a liberarem substâncias quimioatra-tivas de neutrófilos, como o C5a, e reduz a atividade dos inibidores da elastase, além de intensificar a marginação de leucócitos no pulmão (CoSci. Sau 12: 94,2012). A elastase tem efeito similar ao da enzima proteolítica extraída da fruta e seiva da papaia (Carica papaya), por esse motivo a papaína é utilizada para o desenvolvimento experimental do enfisema pulmonar. Alguns estudos demonstram diversos efeitos biológicos associados à terapia com laser de baixa potência, tais como crescimento celular estimulado reparação celular, efeito anti-inflamatório, entre outros. Os glicocorticoides sistêmicos, recebidos por via oral ou intravenosa, são benéficos no tratamento de exacerbações da DPOC. Eles diminuem o tempo de recuperação, melhoram a função pulmonar, melhoram a hipoxemia mais rapidamente e podem reduzir o risco de recaída precoce, as falhas no tratamento e a duração de internação. A terapia celular com MSC (células tronco mesenquimais) ou pool de BMMC (células mononucleares da medula óssea) poderá, neste contexto, contemplar novas e eficazes formas de tratamento nas doenças crônicas pulmonares de caráter obstrutivo em razão da capacidade de regeneração do tecido pulmonar. Conclusão: Com a análise dos artigos notou-se que métodos de indução e tratamento em DPOC está em constante avanço em detrimento das descobertas de novas metodologias de estudo nessa doença. Notou-se a eficácia do uso fitoterápicos e terapia celular como alternativa ao uso dos corticosteroides. Portanto é necessário o avanço nos estudos que possam colaborar com a descoberta de novos métodos experimentais em DPOC.