RAP FEMININO E EDUCAÇÃO POPULAR: UMA PROPOSTA PARA A AULA DE HISTÓRIA

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Resumo

Este trabalho apresenta resultados de uma investigação realizada sobre as possibilidades de utilização de canções do rap, cantadas e compostas por intérpretes negras e periféricas, no ensino escolar de História. Como referenciais para a análise das letras e construção da proposta pedagógica foram utilizados o paradigma decolonial, o feminismo negro, a Educação Popular, com base no trabalho de Paulo Freire, e uma historiografia renovada do pós-abolição e da presença negra na sociedade republicana brasileira. Quando pensamos o rap como objeto para uma reeducação das relações étnico-raciais, faz-se necessário construirmos práticas educativas articuladas que se estruturem com e para educandos/educandas negros e negras, promovendo uma aula de História que possibilite a presença daqueles que foram excluídos da história pelo discurso da democracia racial e do branqueamento. Assim, expomos aqui, como produto desta investigação, as intérpretes negras do rap, identificadas em seus tempos, a análise de suas canções e algumas perspectivas possíveis de sua utilização como ferramenta para o ensino de História.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte do Paraná
Eixo Temático
  • GRD 06. Decolonialidades e Ensino de História: memórias e experiências de resistência, (re) existência e (re)vivência
Palavras-chave
rap
feminismo negro
decolonialidade
ensino de História