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Resumo

Devido à necessidade de libertar do corpo aprisionado por diferentes códigos éticos, estéticos e comportamentais, a um modus operandi da cultura tida como “contemporânea”, surge MANADA. O projeto consiste na investigação de ações instintivas e de estados corporais que se propõem a ressignificar as regras corporais pré-estabelecidas socialmente. Relacionando os corpos com outras formas de ser, existir e criar no espaço, MANADA provoca reflexões sobre o antropocentrismo na dança e a relação do eu submetido ao processo civilizatório. MANADA envolve pesquisas corporais com base nos conhecimentos adquiridos ao longo da formação em dança (pela Unicamp) de suas proponentes, que possibilitam o desenvolvimento uma metodologia de trabalho do grupo através do estudo de corporeidades animais. O processo de pesquisa corporal desenvolve-se através de laboratórios coletivos realizados em salas de dança ou espaços abertos e entende a prática como pesquisa, de modo que o fazer e o pensar o corpo em movimento estejam sempre conectados. A busca por novas configurações corporais e diferentes estados de atenção se baseia sempre na troca, escuta ativa e análise dos movimentos (através da observação, da filmagem, da repetição sensível). Dos objetivos deste projeto elencam-se: 1) a criação de um espetáculo de dança contemporânea; 2) o desenvolvimento coletivo de uma metodologia prática de investigação e composição em dança; 3) a realização de rodas de conversas com artistas convidadas que gerem reflexões a respeito do fazer artísticos e dos padrões socioculturais impostos, alimentando a pesquisa das artistas proponentes; 4) o oferecimento de oficinas das práticas corporais desenvolvidas; 5) encontros com a comunidade através das apresentações e atividades, entendendo-os como momentos de mediação. Até o momento, foram realizados os seguintes eventos: uma Jam, espaço de improvisação livre aberto à comunidade; apresentação da performance ‘Experimento para quatro patas’, da artista Danielle Farnezi, seguida por uma roda de conversa. Ademais estão previstas a abertura de processo e uma oficina de compartilhamento; três dias de residência artística, que resultarão em um happening coletivo no XX FEIA, uma mesa sobre ‘estados selvagens e criação em dança’ com as bailarinas e pesquisadoras Thaís Gonçalves e Juliana Moraes e o término da criação do espetáculo, que será ainda apresentado.

Eixo Temático
  • Programa Aluno-Artista
Palavras-chave
arte
Dança
Aluno-artista