ESCOLA, CULTURA E IDENTIDADE NA EDUCAÇÃO DO CAMPO
O presente escrito pretende mostrar uma pequena reflexão sobre escola, cultura e identidade na educação do campo como princípios norteadores para elaboração de uma reflexão sistematizada sobre a Educação do Campo como política publica que continua em transformação e adequação diante da realidade complexa que é o espaço rural. O estudo é fruto de debates e análise dos textos aplicados à disciplina de Educação do Campo, no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, e quer oferecer ao leitor uma visão panorâmica de conceitos que permeiam a discussão sobre a educação no meio rural, bem como levantar às palpadelas, alertando para o debate sobre currículo e formação de professores que atuam no meio rural. Compreende-se que o espaço atual da educação do campo deve servir como ação de contra hegemonia ao capital explorador. Historicamente surgiram diversos movimentos sociais rurais, criados na tentativa de implementar uma educação do campo que realmente atendesse aos interesses das classes populares, na busca da real mudança das relações politicas e sociais brasileiras. Os conceitos Escola do campo, cultura e identidade do trabalhador são abordados tendo com ancoradouro os teóricos CALDART (2000), MARTINS (1938), MOLINA (2012) e TARDIN (2012). É o despertar das consciências em direção a uma compreensão estrutural da sociedade capitalista para além de um discurso progressista, onde os movimentos e grupos organizados responsabilizam-se pela construção de modelos pedagógicos diferentes aos habituais valorizando, outrossim a cultura local popular e tudo que a constitui.