Processo terapêutico e a caracterização da população atendida em um Instituto de Psicoterapia Cognitivo Comportamental

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Painel
  • Eixo temático: Screening de sintomas e características
  • Palavras chaves: terapia cognitivo-comportamental; processo terapêutico; Clínica;
  • 1 Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Processo terapêutico e a caracterização da população atendida em um Instituto de Psicoterapia Cognitivo Comportamental

Cintia Canato Martins

Resumo

Um estudo de caracterização do processo terapêutico realizado em 2019 demonstrou uma taxa de 15% de pacientes concluindo o tratamento enquanto 57% abandonavam o atendimento. Foram realizadas mudanças no processo terapêutico proposto pelo IPC. Na antiga proposta não havia avaliações sistemáticas, e tão pouco um processo limitado de tempo do processo. Com a implementação de tais mudanças objetivou-se nesse estudo avaliar os resultados deste novo processo em variáveis como redução de sintomas, taxa de desistência, número médio de sessões e queixas apresentadas. O processo psicoterapêutico atual consiste de 12 sessões, ao final da décima segunda os pacientes são reavaliados podendo-se estender para mais 12 sessões caso seja necessário, e os pacientes são avaliados semanalmente através dos inventários BAI, BDI-II e DASS21. Método: Foi utilizada uma metodologia documental retrospectiva, para coleta de dados que levantou as seguintes variáveis: gênero, estado civil, media de idade, escolaridade, variação de sintomas, queixa, , numero médio de sessões e índice de desistência. Esse novo processo foi implementado em setembro de 2019 e foram incluídos os dados até janeiro de 2020, total de 61 prontuários. Resultados: De acordo com os resultados a maioria da amostra foi composta por mulheres (77%), solteiras (60%), com idade média=31,7anoscom nível educacional superior completo (49,1%). O número médio de sessões realizadas foi 8,3 (DP=5,7). A taxa de desistência foi de 31% . Os sintomas de depressão, ansiedade e estresse foram avaliados continuamente, mas serão apresentadas as médias da primeira sessão, décima segunda e vigésima terceira sessão, que representa o processo mais longo realizado. Os sintomas depressivos avaliados através do BDI na primeira sessão, na décima segunda e na vigésima terceira sessão foram 23,8; 11,06 e 1,0 pontos respectivamente. A mesma avaliação foi conduzida utilizando o BAI e os resultados foram 20,1; 5,7 e 2,0 pontos respectivamente. O Inventário DASS21 avalia 3 domínios sendo eles, depressão, ansiedade e estresse. Os sintomas de depressão pontuaram 21,5, 7,5 e 0 respectivamente; os sintomas de ansiedade 15,9, 5,5 e 0 respectivamente; e o estresse 23,6; 11,22 e 16 respectivamente. Entre as queixas mais referidas estiveram dificuldades nos relacionamentos interpessoais (54,1%), transtornos de ansiedade (50,8%), transtornos depressivos (47,5%), e dificuldades nas relações familiares (39,3%). Conclusão: Pode-se verificar que a taxa de desistência mostrou-se menor que no estudo anterior. Parece-nos relevante também apontar para a remissão dos sintomas de ansiedade e depressão na décima segunda sessão, e que permanecem e se consolidam na vigésima terceira. De forma geral é preciso aumentar a amostra e acompanhar outras variáveis ao longo de um tempo maior.

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