Estresse percebido e comportamento alimentar de acadêmicos de Psicologia

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Painel
  • Eixo temático: Aspectos transdiagnósticos
  • Palavras chaves: estudantes universitários; Percepção de estresse; Comportamento alimentar;
  • 1 Centro Universitário Barão de Mauá

Estresse percebido e comportamento alimentar de acadêmicos de Psicologia

Larissa Cristina Mazer

Centro Universitário Barão de Mauá

Resumo

Introdução: Estudos revelam que a mudança de vida causada pelos anos universitários tem se mostrado nociva à saúde mental dos jovens. As exigências da graduação, a necessidade de adaptação a um novo ambiente, provas e pressões da rotina, são exemplos de situações causadoras de estresse, e este, quando em níveis elevados, pode levar a danos físicos e emocionais. O padrão alimentar também é modificado neste período. A busca por comidas mais calóricas capazes de trazer sensações prazerosas aumenta, assim como a responsabilidade pela escolha alimentar. Objetivos: Avaliar os níveis de estresse percebido e comportamento alimentar de estudantes de psicologia. Métodos: Após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, a coleta dos dados foi feita com 104 estudantes de psicologia de uma instituição privada de ensino superior, majoritariamente do sexo feminino (83,7%), que responderam a um roteiro com informações sociodemográficas, acadêmicas e psicossociais (RISAP), à Escala de Estresse Percebido (EEP) e à versão adaptada do Three Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21). Os dados foram analisados através de estatísticas descritivas e inferenciais pelo programa IBM-SPSS/22. Resultados: Os níveis de estresse percebido entre os estudantes mostraram-se moderados (média 33,24 ± 8,31), os quais, na análise de correlação de Spearman, mostraram-se maiores em estudantes mais jovens (r= - 0,238; p = 0,015). Em relação à TFEQ-21, o fator alimentação emocional foi o que mais se destacou entre os estudantes (48,67 ± 29,74), seguido de descontrole alimentar (46,5 ± 24,27) e restrição cognitiva (36,9 ± 22,27). Conclusão: A análise mostrou que a vivência dos anos universitários causa impacto emocional nos jovens, pois níveis de estresse que podem se tornar nocivos para sua qualidade de vida podem influenciar o comportamento alimentar. Diante disso, nota-se a relevância em implementar ações nas universidades que promovam estratégias de enfrentamento do estresse, regulação emocional, autocontrole e educação alimentar, além de incentivar pesquisas nesta área.

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