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Uma preocupação central das intervenções psicológicos é de se oferecer o melhor tratamento possível, considerando os tratamentos baseados em evidências, entregues aos pacientes com competência. Segundo a literatura, os programas de treinamento de terapeutas cognitivo-comportamentais têm que se preocupar com o desenvolvimento de algumas habilidades essenciais, a saber: conceitualização cognitiva do caso clínico nos diferentes transtornos, vínculo terapêutico, postura ativa e colaborativa, avaliar continuamente o progresso do paciente, auxiliar o paciente a resolver e/ou enfrentar os problemas referentes a meta terapêutica, domínio das técnicas, identificar e modificar as distorções cognitivas, eliciar mudanças comportamentais, trabalhar a adesão ao tratamento e a prevenção de recaídas. Um dos grandes desafios é como monitorar e avaliar estas habilidades ao longo do treinamento, sendo isso essencial para orientar o supervisor sobre a habilidades/competências a serem treinadas, e sobre o impacto do treinamento na prática clínica e nos resultados terapêuticos. Com o objetivo de criar um instrumento para avaliar habilidades gerais e específicas, Young e Beck, em 1980, desenvolveram uma escala (Cognitive Therapy Rating Scale – CTS), com onze itens, e seis níveis de competência, podendo ser preenchida pelo terapeuta, observadores e supervisores. Em 2001 Blackburn, James, Milne, Baker, Standart, Garland e Reichelt revisaram esta escala, denominando-a por Revised Cognitive Therapy Scale (CTS-R), mantendo a pontuação de 6 níveis de competência de Dreyfus (não competente, iniciante, iniciante avançado, competente e expert). Nesta revisão passarama considerar 12 habilidades, distribuídas em gerais e específicas. São consideradas como habilidades gerais: Feedback, Colaboração, Ritmo e uso eficiente do tempo e Efetividade interpessoal; e habilidades específicas: Eliciando Expressão Emocional Apropriada, Eliciando Cognições-Chave, Identificando Comportamentos, Descoberta Guiada, Conceitualização Integrada e Plano de ação. A habilidade Agenda é pontuada nos dois agrupamentos de habilidades. Atualmente, o CTS-R é a ferramenta mais usada para medir a competência da TCC no atendimento individual de adultos. O uso de medidas válidas que avaliam habilidades e competências tem sido citado com uma estratégia de ensino que contribui no treino de terapeutas e na disseminação de procedimentos efetivos.
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