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Como os adolescentes percebem seus sintomas ansiosos e depressivos e os cuidados com sua saúde?
Davi Italo Souza Barbosa Da Silva
Universidade Católica de Pernambuco (Unicap)
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Crie um tópicoadolescência é um período marcado por diversas alterações e pela influência do ambiente e dos meios de convívio, tanto para prevenção quanto para propagação de comportamentos considerados de risco. Esta pesquisa é parte de um levantamento multicêntrico, coordenado pela Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, que está sendo realizado em cinco estados brasileiros e tem como objetivo final a adaptação brasileira do Health Behavior in School-aged Children (HBSC). Esta pesquisa teve como objetivo investigar a percepção dos adolescentes de 15 anos sobre comportamentos que adotam em termos de saúde e bem-estar, sintomas depressivos e ansiosos. A amostra foi composta por 310 adolescentes de 15 anos de idade, estudantes de escola pública da cidade do Recife. Os instrumentos utilizados foram: 1) Protocolo de Pesquisa HBSC abrange uma gama de indicadores de saúde e comportamentos relacionados à saúde. Para investigar a depressão e ansiedade foram utilizados os questionários 2) Children’s Depression Inventory (CDI) e 3) Spence Children's Anxiety Scale (SCAS), respectivamente. Foi observada uma elevada consistência interna dos instrumentos que mensuram a percepção de depressão e ansiedade (CDI – α=0,912; SCAS – α=0,883), demonstrando adequação para sua aplicação nesse grupo. Nos resultados foram observadas diferenças significativas nas médias da percepção de ansiedade e depressão dos adolescentes em relação ao sexo (t=-4,04; gl=307; p≤0,00), sendo mais elevado nas meninas, corroborando a literatura em apontar maior índice de ansiedade e depressão nessa população. Com o objetivo de verificar quais as principais variáveis dos comportamentos relacionados à saúde têm maior impacto na percepção de sintomas depressivos foram realizadas análises com modelos regressivos lineares. No modelo tendo a depressão como variável dependente, a análise resultou em um modelo estatisticamente significativo [F=(5, 87) = 45,362; p<0,001; R² = 0,723], nesse modelo os preditores significativos foram: percepção de qualidade de vida (B = -1,172; t = -2,633; p<0.001), percepção de saúde (B = -1,162; t = -4,309; p<0,001), Tristeza diária (B= 1,755; t = 4,014; p<0,001) e Pressão nos trabalhos escolares (B = 2,201; t = 2,964; p<0.001). Essas variáveis foram capazes de explicar 72% da variação da variável dependente. Os resultados apontam para a necessidade de uma discussão sobre a relevância do sexo e das variáveis de comportamentos relacionados à saúde para a elaboração de estratégias de prevenção à depressão e ansiedade.
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