Autoconhecimento: revisão integrativa sobre instrumentos para avaliação e implicações para a prática clínica

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Comunicação Oral
  • Eixo temático: Aspectos transdiagnósticos
  • Palavras chaves: Autoconhecimento; infância e adolescência; Avaliação;
  • 1 Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP)
  • 2 Universidade de São Paulo
  • 3 UFMG

Autoconhecimento: revisão integrativa sobre instrumentos para avaliação e implicações para a prática clínica

Isabela Maria Freitas Ferreira

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP)

Resumo

O autoconhecimento é uma habilidade para a vida e entendido como a percepção que o indivíduo tem sobre si, incluindo suas características físicas, emocionais, comportamentais, facilidades, limitações e desejos. Também é visto como um pré-requisito para o desenvolvimento de outras habilidades, como empatia, comunicação eficaz e relacionamento interpessoal. Ao considerar que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) trabalha com crenças relacionadas a si e aos outros e intensifica os recursos individuais, resulta no favorecimento do desenvolvimento do senso positivo de autoconhecimento a partir da identificação dos pensamentos, sentimentos, comportamentos e reações corporais. Quanto mais cedo o indivíduo compreende esse processo de reconhecimento de seus pensamentos e distorções e como afetam nas respostas emocionais e comportamentais, mais chances ele tem de desenvolver pensamentos e comportamentos adaptativos e saudáveis. Mapear o repertório de autoconhecimento nas crianças e adolescentes pode ser uma alternativa para delinear intervenções e auxiliar na minimização de problemas futuros. O objetivo deste trabalho é mostrar os resultados de uma revisão integrativa da literatura sobre instrumentos disponíveis para avaliar o autoconhecimento em crianças e adolescentes, embasados na TCC e posteriormente discutir os resultados para a prática clínica do psicólogo infanto-juvenil. Durante a escolha dos descritores notou-se uma justaposição entre os conceitos autoconhecimento e autoconceito, assim ambos foram definidos como descritores juntamente com criança, adolescente e terapia cognitiva. As bases de dados utilizadas foram PubMed, PsycINFO, Lilacs e Scielo. A etapa de seleção e leitura dos artigos na íntegra contou com dois juízes especialistas. A busca resultou em 11 artigos que atenderam aos critérios de seleção. Nestes estudos foram encontrados sete instrumentos que avaliam o autoconhecimento na infância e/ou adolescência. Eles apresentaram diversidades no que se refere ao número de itens, faixa etária que se destina, subescalas e alguns não são exclusivos para avaliar o autoconhecimento, porém o estudo utilizou para tal finalidade. Destes sete apenas dois apresentam adaptação para a população brasileira. Conclui-se que ainda há poucos estudos na literatura sobre o autoconhecimento, como também uma lacuna de instrumentos para avaliá-lo na população brasileira infanto-juvenil. Isso implica que o psicólogo deve desenvolver alternativas para sua prática profissional no que se refere à avaliação do autoconhecimento para esse público.

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