QUANTIFICAÇÃO DE FLAVONOIDES DO CHÁ DE MYRCIA MULTIFLORA COM PROPRIEDADES HIPOGLICÊMICA E ANTIGLICANTE POR RMNq 1H

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Resumo Pôster
  • Eixo temático: Profissional
  • Palavras chaves: Myrtaceae; PULCON; RMN q1H;
  • 1 Universidade Federal do Amazonas
  • 2 Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular / Centro Politécnico / Universidade Federal do Paraná
  • 3 Laboratório de Atividade Biológica, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Amazonas
  • 4 Universidade do Estado do Pará
  • 5 Departamento de Farmácia / Universidade Federal do Paraná
  • 6 Universidade Federal do Amazonas - UFAM

QUANTIFICAÇÃO DE FLAVONOIDES DO CHÁ DE MYRCIA MULTIFLORA COM PROPRIEDADES HIPOGLICÊMICA E ANTIGLICANTE POR RMNq 1H

Edinilze Souza Coelho Oliveira

Universidade Federal do Amazonas

Resumo

A espécie Myrcia multiflora (Lam.) DC., conhecida como pedra-ume-caá, é utilizada na forma de chá (folhas) com indicações para o tratamento do diabetes mellitus [1]. Portanto, este trabalho visou identificar e quantificar por RMN seus constituintes, bem como avaliar as atividades hipoglicemiante e antiglicante do chá das folhas de M. multiflora. A coleta foi realizada em Maiandeua, Pará. A infusão, em duplicata, das folhas secas foi preparada (2:100, m:v), e a secagem dos chás foi por spray drying. Um método análitico por LC-qTOF-MS foi aplicado na identificação dos constituintes, cuja caracterização foi confirmada por RMN. O método por RMN ERETIC2 foi empregado, cujo padrão externo quinina foi utilizado como referência eletrônica. Valores de P1 e T1 foram medidos para os sinais quantificáveis. Os espectros de RMN 1H foram adquiridos pela sequencia de pulso zgpr [TD 64 kB, ns 128, ds 1, SW 20 ppm, AQ 3.27 s, D1 20 s (7xT1), a 298 K, RMN Bruker Avance IIIHD (11,7 T)]. Os ensaios, in vitro, frente as enzimas alfa-glicosidase, alfa-amilase e lipase foram realizados, bem como o ensaio antiglicante pelas vias oxidativa e não-oxidativa. O perfil químico do chá demonstou a presença de 12 compostos: [dois ácidos hidroxicinâmicos (1) e (2), três elagitaninos (3), (4) e (5) e dois flavonoides glicosilados (7) e (12)] foram identificados pela primeira vez na espécie, além de outros cinco flavonoides glicosilados (6, 8-11). As concentrações médias dos flavonoides hiperosídeo (9: 11,00 mg/g ± 0,91 e 9,50 mg/g ± 0,40) e quercitrina (11: 20,50 mg/g ± 1,82 e 18,75 mg/g ± 0,86) estão, significativamente, em maior proporção; seguido de miricetina-3-O-glucosídeo (6: 3,25 mg/g ± 0,28 e 3,00 mg/g ± 0,00), guaijaverina (10: 2,87 mg/g ± 0,47 e 2,50 mg/g ± 0,00) e quercetina-3-O-(2``-O-galoil)-D-glucosídeo (7: 1,62 mg/g ± 0,25 e 1,50 mg/g ± 0,00). Esse método quantitativo possibilitou comprovar a eficácia da padronização do processo extrativo, uma vez que não houve diferença significativa (p<0,05) nas concentrações observadas por RMN entre as infusões (p, 0,993). O chá inibiu a enzima alfa-glicosidase (CI50 = 79,93 ± 0,74 g mL-1), e apresentou atividade antiglicante superior ao padrão (85,21 ± 2,39%, em 100 g mL-1) pela via não oxidativa. Esses resultados contribuem para o controle de qualidade desse chá, bem como para futuros estudos com o intuito compreender o mecanismo de ação dessa matriz e constituintes para o tratamento do diabetes mellitus.

Referências
L.I.F. Jorge, J.P.L. Aguiar, M. De, L.P. Silva. Acta Amaz. 30, 2000, 49–57.

Agradecimentos
UFAM, CAPES, FAPEAM, CNPq, APA (PA), UEPA

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Autor

Edinilze Souza Coelho Oliveira

Olá Danijela,

 

Obrigada!

 

fizemos o CI50 para alfa-glicosidade e deu 79.93 microgramas/mL, possivelmente é um efeito de sinergismo dos compostos. A literatura mostra que a quercitrina, miricitrina, guaijaverina, ácido clorogênico, hiperosídeo e o elagitanino corilagina, todos são inibidores da alfa-glicosidase. Infelizmente, ainda não estudamos o possível mecanismo de como esses compostos podem inibir essa enzimas.