Percepção de jovens universitários sobre o consumo de informações científicas sobre a Covid 19 nas redes sociais digitais

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Propositions de travail - Étape 2
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Résumé

Na pandemia de Covid em 2019, a web, em especial as Redes Sociais Digitais (RSD), foi a grande difusora de informações associadas à pandemia.  O Brasil atravessava por uma crise política, onde o negacionismo e a desinformação prejudicavam a sociedade na tomada de decisão sobre como se proteger de uma doença desconhecida. Nesta pesquisa investigamos a percepção de jovens universitários sobre as postagens relacionadas à Covid-19 divulgadas nas RSD no período da pandemia. O estudo teve como objetivo verificar se, ao consumirem informações sobre a Covid nas redes, espaço de proliferação e compartilhamento de conteúdos digitais abertos, esses jovens foram capazes de reconhecê-las como informações verificáveis ou não, buscando identificar as variáveis/categorias que contribuíram para essas percepções. Um dos desafios intensificados pela pandemia foi a necessidade de verificar a veracidade das informações transmitidas a partir das fontes veiculadoras (Oliveira, 2020). A dificuldade de estabelecer regras rigorosas de confiabilidade para os conteúdos da internet, coloca o profissional da informação, ainda mais preocupado em dispor de uma série de diretrizes que lhes permitam avaliar a informação para determinar sua qualidade (Dutra; Barbosa, 2017). Para compreender a percepção dos jovens participantes sobre as informações científicas, utilizamos a abordagem qualitativa. Para a coleta de dados da pesquisa, aplicamos um questionário de perguntas abertas e fechadas, para 14 jovens que atuavam como mediadores no Museu da Vida Fiocruz, a partir das ferramentas Padlet e Google Forms. Buscamos interpretar a perspectiva dos participantes utilizando o aporte metodológico da análise do discurso. Apesar de muitas de suas percepções terem sido nubladas por fatores apontados pela pesquisa, tal como a informação verídica manipulada para confundir, os 14 participantes foram capazes de reconhecê-las e diferenciá-las de informações verificáveis ou “fake”. Identificamos que a variável/categoria “fonte” foi a mais relevante utilizada por eles para validar ou não uma informação como verificável e que mensagens ligadas ao bem-estar e à saúde foram fatores importantes para levarem este grupo a validar as postagens. Verificamos um crescimento pelo interesse da ciência, porém, identificamos alguns pontos negativos em relação à credibilidade de algumas instituições durante este período e de suas informações veiculadas. Evidenciamos a influência da desinformação sobre os jovens que se viram perdidos “sem saber em quem confiar”, fazendo uso de medicamentos sem eficácia comprovada. Vimos que num cenário caótico pandêmico, de desinformação abundante e escassez de informação de qualidade, o papel de um profissional da informação, seja bibliotecário ou o divulgador científico, para obter informações confiáveis, teve um papel essencial para desmistificar teorias da conspiração e aproximar os cientistas e a ciência da população.

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Institutions
  • 1 Unesp de Marília
Axe thématique
  • II Médiation et critique de la digitalité à l'ère de l'intelligence artificielle
Mots-clés
profissional da informação
percepção pública da ciência
redes sociais digitais
divulgação científica
consumo de informação científica