Inteligência Artificial e mediação da informação nas práticas docentes: desafios no contexto da Educação Superior

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Propositions de travail - Étape 2
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Résumé

O presente estudo parte da compreensão de que a expansão da Inteligência Artificial (IA) é uma realidade no contexto educacional sendo utilizada na docência, nos processos de mediação informacional e dinâmicas de ensino-aprendizagem, suscitando questões quanto aos usos adequados nos processos de ensino e mediação pedagógica e informacional. Apesar de associada à inovação pedagógica e otimização do trabalho, a incorporação de ferramentas de IA no ambiente de ensino não ocorre de forma neutra, exigindo reflexão acerca de seus impactos éticos, epistemológicos e pedagógicos (Schardosim; Silva; Santarosa, 2026). A pesquisa problematiza os efeitos da IA na docência, tendo como questão: o uso de recursos de IA, nas práticas docentes, influencia nos processos de mediação da informação em prol do desenvolvimento de pensamento crítico e do letramento informacional e midiático dos estudantes no Ensino Superior?. O objetivo geral consiste em analisar como a IA tem impactado as práticas docentes e os processos de mediação da informação no ensino superior, à luz das diretrizes elaboradas por universidades federais brasileiras quanto a sua aplicação. No âmbito federal observam-se iniciativas voltadas à conscientização do uso responsável de IA (Andifes, 2026; MEC, 2026) e integridade na atividade científica (CNPq, 2026). Com efeito, Libâneo (2013), ao refletir sobre a docência  e tecnologias digitais, compreende o ensino como um processo de mediação entre o estudante e o conhecimento especializado, no qual o professor possui papel de mediador no processo de organização das práticas pedagógicas e no desenvolvimento do pensamento crítico, sendo à docência um processo de construção coletiva do conhecimento (Freire, 1996). Logo, a mediação da informação na educação não se reduz à simples transmissão de conteúdo ou à operacionalização técnica, mas deve ser concebida como prática social, dialógica e crítica. Para Montenegro e Aquino (2026), os efeitos formativos das tecnologias dependem das abordagens pedagógicas que orientam sua utilização, além das condições institucionais e da formação crítica docente. Schardosim, Silva e Santarosa (2026) ponderam que grande parte das propostas formativas relacionadas à IA permanece em um nível descritivo, com pouca problematização ética, epistemológica e pedagógica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa teórica e documental, que tem como amostra as recomendações, diretrizes, guias e políticas de instituições de ensino superior da região Sudeste relacionadas a utilização de IA no contexto acadêmico. A pesquisa em andamento recuperou iniciativas em desenvolvimento (UFV; UFLA; Unifesp; UFES) e concentra-se na análise de dois guias (UFF; UFRRJ), duas recomendações (UFMG; UFRJ) e duas resoluções (UFOP; UFVJM). Os resultados iniciais indicam a convergência do uso de IA no processo de ensino-aprendizagem, ressaltando a necessidade de supervisão humana, bem como transparência, integridade e uso ético, resguardando a autonomia do docente.

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Institutions
  • 1 Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
  • 2 Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Axe thématique
  • II Médiation et critique de la digitalité à l'ère de l'intelligence artificielle
Mots-clés
Docência
Ensino Superior
Políticas institucionais
Mediação da Informação
Inteligência Artificial