LUGARES DE ENUNCIAÇÃO E EFEITOS DE SENTIDO EM PÁGINAS AUTOINTITULADAS POLÍTICO-CONSERVADORAS NO FACEBOOK

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Simpósio Temático
  • Eixo temático: ST36 - ENUNCIAÇÃO, CORPORALIDADE E NOVAS MODALIDADES DE PROTESTO
  • Palavras chaves: Lugares de enunciação; Discurso; Autointitulado discurso político conservador; gênero e sexualidade;
  • 1 Universidade Estadual de Campinas

LUGARES DE ENUNCIAÇÃO E EFEITOS DE SENTIDO EM PÁGINAS AUTOINTITULADAS POLÍTICO-CONSERVADORAS NO FACEBOOK

Wellton da Silva de Fatima

Universidade Estadual de Campinas

Resumo
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Autor

Wellton da Silva de Fatima

Ana, Muito grato pelas perguntas, porque elas me fizeram pensar mais um pouquinho e me deram a oportunidade de me organizar um pouco mais para a discussão de daqui a pouco. Sobre a questão da caixa alta e das reticências: Eu tenho tentando pensar, em primeiro lugar, o funcionamento dessas marcas enunciativas no interior da formação discursiva na qual os dizeres de Bolsonaro têm eficácia. Entendo que, em aliança com a enumeração, as reticências produzem, do ponto de vista argumentativo, um efeito de conclusão muito eficaz. Do mesmo modo tenho pensado a caixa alta. Quando faço intervir noções da AD como o político e a própria noção de formações discursivas (principalmente quando remetidas a outras em relação antagônicas com a político-conservadora) a coisa fica interessante porque aí a gente pensa, por exemplo, a possibilidade  dessa argumentação tão eficaz falhar, pela própria noção de equívoco. Tenho tentado trabalhar um pouco nisso agora. Sobre os sentidos de "ser conservador", eu tenho buscado um pouco de apoio da História, na Ciência Política, na Sociologia...  Acho que essas disciplinas vão me ajudar a pensar as condições de produção para o sentido de "ser conservador" ao longo do tempo. Mas essa é uma tarefa na qual eu ainda preciso avançar. Por enquanto tenho feito leituras como "O conservadorismo clássico" de Leila Netto para tentar compreender um pouco mais sobre isso. O que já dá pra perceber é que causa um pouco de estranheza pensar que, no século XVIII, para ser conservador, um homem deveria ser comedido, centrado, culto, inteligente, etc... E hoje vemos Bolsonaro se autointitular conservador com uma certa normalidade, mesmo sendo bastante vulgar, escandaloso, inculto, etc. Compreender o nó discursivo que possibilita essa identificação será uma tarefa árdua. Agradeço a indicação do percurso da Freda sobre a noção de Globalização. Vou ler tudinho pra compreender o percurso que ela faz. Muito obrigado e é um prazer finalmente conhecê-la.   Michael Oakeshott  Roger Scruton
Autor

Wellton da Silva de Fatima

Queridíssima, É isso. Mas vamos juntas, não é? Obrigado pelo carinho de hoje e de sempre.