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Este estudo avaliou o efeito do plasma frio atmosférico no perfil fenólico de vinagreira-roxa. Os tratamentos com plasma foram conduzidos à pressão atmosférica e frequência constante de 6 kHz, utilizando voltagens de 18, 20 e 22 kV e tempos de exposição de 2, 6 e 8 minutos. Os espectros de RMN dos extratos foram adquiridos em espectrômetro de RMN Bruker Avance IIIHD operando a 11,7 T e equipado com uma sonda BBI de 5 mm com gradiente no eixo z. Os espectros quantitativos de RMN de ¹H foram obtidos usando a sequência de pulsos zgpr com os seguintes parâmetros de aquisição: pontos de dados no domínio do tempo (TD) de 65k, largura espectral (SW) de 10 kHz, tempo de aquisição (AQ) de 1,63 s, número de varreduras (NS) igual a 32, resolução FID de 0,60 Hz, ganho do receptor (RG) fixado em 10 e frequência do transmissor (O1) definida em 2351,68 Hz. A largura do pulso de 90° (P1) foi definida em 8,43 μs e o atraso de relaxamento (D1) foi estimado por meio do experimento de inversão-recuperação usando a sequência de pulsos t1ir1d (20,0 s). Os deslocamentos químicos foram expressos em ppm (δ) e as constantes de acoplamento (J) foram relatadas em Hertz (Hz). O software TopSpin 3.6.3 foi usado para o processamento espectral de RMN. O tereftalato de dimetila (DMT) foi utilizado como padrão externo para quantificação pelo método PULCON. O padrão foi preparado em triplicata a uma concentração de 7,72 mM em MeOD-d₄ (D, 99,9%), utilizando TMS (0,05% v/v) como padrão de referência interno (0,00 ppm). Para o espectro de RMN de ¹H quantitativo, o pulso de 90° (8,02 μs) do DMT foi calculado para o sinal em δ 8,10 (s, 4H) utilizando o experimento de pulso de 90° (zg). O tempo de relaxação T₁ foi determinado utilizando o terceiro experimento para o sinal em δ 8,10. Após a obtenção do valor de T₁, o parâmetro D₁ (25,20 s) foi estimado utilizando a equação D₁ = 7 × T₁ − AQ, na qual o tempo de aquisição (AQ) foi ajustado para 1,64 s. Com exceção dos parâmetros P1 e D1, as mesmas configurações de aquisição usadas para os espectros quantitativos dos extratos foram aplicadas ao padrão DMT. Entre os metabólitos identificados, o ácido cítrico, o ácido hidroxicítrico e a lactona do ácido hidroxicítrico foram quantificados devido aos seus sinais bem resolvidos e à relação sinal-ruído superior a 150. A quantificação foi realizada pela integração dos sinais em δH 2,99 (d, J = 16,4 Hz), δH 4,45 (s) e δH 5,38 (s), atribuídos ao ácido cítrico, ácido hidroxicítrico e lactona do ácido hidroxicítrico, respectivamente. A análise quantitativa revelou variações significativas na eficiência de extração entre as amostras. Em geral, os maiores teores totais foram observados para os extratos com 20 kV com 2, 6 e 8 min, variando de 573,5 a 611,1 mg g⁻¹ de extrato seco. Em todas as amostras, a lactona do ácido hidroxicítrico foi o composto predominante, contribuindo mais para o teor total de ácidos orgânicos. Por outro lado, os extratos de 18 e 22 kV apresentaram concentrações totais mais baixas (506,0–518,0 mg g⁻¹), indicando menor eficiência de extração nessas condições. A amostra sem tratamento apresentou teor aproximado de 520 mg g⁻¹, inferiores aos observados em 20 kV. Esses resultados demonstram que as condições de extração aplicadas à série de 20 kV foram mais eficientes para a recuperação de ácidos orgânicos, particularmente a lactona do ácido hidroxicítrico, sugerindo que esses parâmetros experimentais favorecem a liberação e solubilização dos principais metabólitos.
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