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MODELOS DE CUIDADO TRANSICIONAL APÓS O ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: scoping review

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Introdução: A continuidade do cuidado de pessoas que vivenciam o acidente vascular cerebral (AVC) requer a adoção de modelos assistenciais que tenham como foco a promoção do cuidado transicional(1-3). Esse tipo de cuidado tem como objetivo promover a transferência da assistência, de modo seguro e oportuno, em todas as fases da enfermidade (aguda e crônica), entre os diferentes níveis assistenciais (atenção primária, secundária, terciária) e locais de cuidados (hospitais, instituições de longa permanência, centros de saúde)(3). O cuidado transicional é um importante componente para a coordenação do cuidado, usualmente direcionado a populações com alto risco com elevada demanda de cuidado ao longo do itinerário terapêutico nos sistemas de saúde(3). Objetivo: Mapear os modelos de cuidado transicional adotados para os casos de acidente vascular cerebral. Método: Trata-se de um scoping review para o qual implementou-se a busca compreensiva e sistematizada nas bases de dados MEDLINE, CINAHL, PsychINFO, SCOPUS, EMBASE. Os dados foram sumarizados em termos das características gerais e da síntese dos modelos de cuidado transicional. Resultados: Os estudos apresentaram aspectos gerais relacionados ao enfrentamento do AVC e às necessidades de cuidados transicional. Verificou-se os avanços obtidos para a transição do cuidado, em especial nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Todos os modelos incorporaram, conceitualmente, em sua descrição os princípios teóricos e os elementos essenciais propostos para esse tipo de abordagem do cuidado(3-5). Entre esses elementos, destacaram-se: as intervenções multimodais com ênfase no envolvimento de equipes multidisciplinares, a fim de fortalecer o gerenciamento do cuidado após a alta hospitalar por meio da educação do paciente e do cuidador familiar para promoção do autogerenciamento. O foco dessas intervenções, também residiu no planejamento integrado da alta hospitalar, com ênfase no preparo e seguimento do tratamento no contexto ambulatorial e comunitário(3-5). Os pesquisadores enfatizaram que para o planejamento da alta é necessário promover suporte inicial à pessoa que sobrevive ao AVC e cuidadores familiares, por meio do acompanhamento por equipes multidisciplinares e atividades de educação em saúde(3-5). Também foram descritas a necessidade de estabelecer comunicação interprofissional entre os diferentes ambientes do cuidado e realizar avaliação processual das necessidades do paciente e familiar (1,3-5). Os elementos-chave apontados para a transição segura após o AVC foram o engajamento do paciente, do cuidador e de profissionais envolvidos no preparo para a transferência do cuidado; a responsabilidade compartilhada do cuidado nos diferentes níveis do sistema de saúde; a comunicação bidirecional e eficaz para a transferência de informações em tempo hábil; a promoção de intervenções educativas focadas na capacidade para o autogerenciamento do cuidados, prevenção secundária do AVC; e o desenvolvimento de habilidades para o cuidado, seguimento do tratamento e reabilitação(1, 3-5). Conclusão: A adoção de modelos de cuidado transicional poderá favorecer pessoas que enfrentam multimorbidades crônicas, entre elas o AVC, e que requerem cuidados complexos em todo o continum do cuidado em saúde.