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EVIDÊNCIAS SOBRE O TEMPO DE PERMANÊNCIA DOS CATETERES VENOSOS CENTRAIS

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Introdução: Os cateteres venosos centrais (CVC) são dispositivos essenciais na assistência à saúde de pacientes com doenças graves e crônicas. Apesar dos benefícios, apresentam risco para os pacientes, como colonização e a infecção de corrente sanguínea. Várias condições têm sido apontadas como fatores de risco para o desenvolvimento das infecções relacionadas ao cateter venoso central. A colonização cutânea no local de introdução do cateter, a manipulação frequente da linha venosa, a utilização do cateter para medir a pressão venosa central, o tipo de curativo usado, a doença de base, a gravidade do estado clínico e a duração do cateterismo são considerados os fatores mais importantes. Objetivo: identificar evidências referentes tempo de permanência dos cateteres venosos centrais. Método: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada durante abril a junho de 2016, por meio da busca nas bases de dados MEDLINE, CINAHL, LILACS e Cochrane CENTRAL, sobre o tempo de permanência de cateteres venosos centrais, nos idiomas inglês, português ou espanhol, sem limite de ano. Utilizou-se a classificação das recomendações por nível de evidência do Center of Diseases Control (CDC). Resultados: foram identificados 4.962 estudos, 194 pré-selecionados e avaliados na íntegra, nove responderam as questões de pesquisa e atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. Não substituir rotineiramente os cateteres venosos centrais de inserção periférica e cateteres para hemodiálise ou cateteres da artéria pulmonar (Swan-Ganz®) para prevenir infecções relacionadas ao cateter (categoria IB); não remover os CVC com base apenas na febre, usar julgamento clínico quanto à adequação da remoção do cateter (categoria II). Não usar trocas de fio-guia rotineiramente para cateteres não-tunelizados para prevenir a infecção e suspeito de infecção (categoria IB). Trocar fio-guia para substituir um cateter não-tunelizado com mau funcionamento se não houver evidência de infecção (categoria IB). O uso de cateteres para hemodiálise é o fator mais comum que contribui para a bacteremia em pacientes em diálise. O risco relativo de bacteremia em pacientes com cateteres de diálise é sete vezes maior para pacientes com fístulas arteriovenosas. Os cateteres venosos umbilicais devem ser removidos o mais cedo possível quando não forem mais necessários, mas podem ser utilizados até 14 dias se manipulados assepticamente (categoria II). O período máximo de tempo em que um cateter venoso central totalmente implantado pode permanecer no local ainda não foi determinado, mas tem sido relatado como sendo usado por até 5 anos. Remover o cateter venoso central totalmente implantado quando não for mais necessário (categoria IB) ou quando há sinais e sintomas de complicações como infecção, deslocamento e/ou ruptura do cateter, obstrução devido a formação de rede de fibrina, extravasamento e rejeição (categoria IB). Conclusões: Existe consenso que todo cateter venoso central deva ser retirado quando não existir mais a necessidade de seu uso ou se houver complicações, além da necessidade de treinamento adequado no procedimento de instalação e manipulação do cateter, justificando a importância de uma padronização.