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EDUCAÇÃO PARA O AUTOGERENCIAMENTO DE PACIENTES COM CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO APOIADA EM MULTIMÍDIA: ESTUDO EXPERIMENTAL

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Introdução: O câncer de cabeça e pescoço pode resultar em deficiências funcionais e estéticas e as ações educativas são importantes no processo de adaptação e geração de habilidades para o autogerenciamento. Objetivos: avaliar comparativamente um programa educativo multimidiático, baseado nos princípios do autogerenciamento (GE), com um programa educativo convencional (GC), pelas aferições da qualidade de vida, ansiedade e depressão. Método: estudo experimental, randomizado e controlado, com seguimento de 12 meses, de outubro/2015 a abril/2017. Local: ambulatório de Cirurgia de Cabeça e Pescoço de um hospital geral da cidade de São Paulo. Desenho do GE: programa educativo apoiado em material impresso e vídeo, submetidos previamente a validação de conteúdo. Instrumentos utilizados Functional Assessment Cancer Therapy Head and Neck (FACT-H&N) e Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS). Análises estatísticas: Exato de Fisher, correlação de Pearson e de Spearman e análise de variância para medidas repetidas. Resultados: dos 20 pacientes selecionados, dez compuseram o Grupo Controle (GC) e dez o Grupo Experimento (GE). Houve diferença significativa no escore total do FACT-H&N (0,0012), considerando a interação grupos e tempos. Na análise da HADS, não houve diferença estatística significante. Constatou-se que no GC 20% dos participantes apresentaram o escore indicativo de ansiedade e nenhum paciente apresentava escore indicativo para depressão na primeira medida. No GE, 30% dos pacientes apresentavam-se ansiosos na primeira medida e 10% deprimidos. Ambos, GC e GE, apresentaram resultados decrescentes para ansiedade e depressão no transcorrer do tratamento. Ao correlacionar FACT-H&N e HADS, no GC, em todas as medidas o escore total esteve inversamente associado aos sintomas de AD, ou seja, quanto maior o escore de AD, pior a QVRS. No GE, resultado semelhante foi encontrado para as medidas nos tempos 90 e 180 dias após o início do tratamento. Na analise de variância por grupos, constatou-se que no GC houve um efeito temporal estatístico significativo para piora do bem-estar social/familiar (p=0,02) e das preocupações adicionais (p=0,01). No GE houve um efeito temporal estatístico significativo para redução da prevalência de ansiedade (p=0,001) e para melhora do bem-estar emocional (p=0,01). Conclusão: a estratégia educativa multimidiática baseada nos princípios do autogerenciamento favoreceu os pacientes do GE para uma melhor resposta adaptativa a doença. (Pesquisa integrante do Processo FAPESP: 2015/09139-7)