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A nossa língua, talvez, seja o elemento que mais nos diferencia dos outros animais (CHOMSKY, 2005, 2006; MUSSALIN, 2001), por ser constitutiva do nosso ser. Entretanto, a forma como é abordada nas escolas causa distanciamento entre os sujeitos e sua própria língua. Isso tem implicações negativas para aulas de português, como o desinteresse dos estudantes, a falta de significação para aquelas práticas, e outros. Precisamos realizar ações que despertem nos alunos o interesse pelo estudo da língua e que contribuam para que eles desenvolvam habilidades para fazer um uso adequado do português, nas diversas e diferentes situações comunicativas. Jukes, Mccain e Crockett (2010), com quem concordamos, postulam que os jovens da atual geração não se contentam em apenas serem telespectadores; eles querem ser atores, precisam de informação interativa e experiências relevantes da vida real. Com base nisso, observamos o cotidiano dos estudantes e percebemos que, como todos os falantes, dedicam parte do dia ao uso de tecnologias e à construção de textos para alcançar seus objetivos. É uma constatação óbvia. Todavia, não é habitual partirmos dela no ensino de língua materna nas escolas. Diante disso, nos propusemos a partir dela e a observar os resultados das práticas de linguagem mediadas pelo professor, na educação básica, no curso do ano letivo. Buscamos uma alternativa que dialogasse com a realidade dos envolvidos e motivasse os estudantes. Encontramos o Stop motion, uma técnica cinematográfica simples, de baixo custo e que permite resultados satisfatórios no processo de ensino-aprendizagem de português e, também, na animação propriamente dita (KAMINSK, 2010). Assim, ao produzirem os vídeos por meio da técnica do Stop Motion, os alunos atuam como protagonistas de seu processo de aprendizagem, estão sendo autores de seus textos e interlocutores de um determinado público real. Ribeiro (2016) e Coscarelli (2016) constituem a base teórica deste trabalho.
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