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O conto de terror corresponde a um gênero que tem sido explorado por professores no ensino de língua portuguesa, em Sequências Didáticas (SD), sob a perspectiva do modelo proposto por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004). Diante da dificuldade de se trabalhar com o gênero sob seu aspecto discursivo, essa investigação ressalta a importância da sequência descritiva para a compreensão da construção da esfera do mistério e do medo em conto de terror tradicional. Geralmente, a apreciação do conto de terror se apoia em categorias construídas sob o domínio dos estudos literários (recursos estilísticos, figuras retóricas, organização de vozes enunciativas, bem como, a compreensão da obra por meio da contextualização e reconhecimento de fatos no domínio da história da literatura) ou categorias que expõem segmentos da estrutura dos contos sob um viés linguístico ou das ações de linguagem (elementos constitutivos da tipologia narrativa, formas anafóricas e dêiticas, conectores lógico-argumentativos envolvidos na compreensão textual, interação verbal por meio de gêneros de texto). Em muitos momentos, as categorias mencionadas são estudadas sem considerar a articulação entre os saberes das duas áreas de conhecimento: literatura e os estudos linguístico-discursivos. Analisamos regularidades do gênero conto de terror sob a perspectiva do Interacionismo Sociodiscursivo de Bronckart (1999/2012), buscando compreender a construção dos mundos discursivos definida na proposta teórica do ISD ajudam a interpretar e compreender contos de terror em sala de aula, estabelecendo relações com os estudos literários.
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