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A necessidade da ressignificação das práticas de leitura, escrita e oralidade e a crescente expansão dos textos multimodais/multissemióticos veiculados nas mídias de informação e de comunicação têm levado docentes de língua materna a abordarem, em sala de aula, gêneros discursivos a partir de diferentes perspectivas: como base para a redação escolar, como estrutura a ser aprendida para uso em exames como o ENEM, como culminância de uma ação social ou como meio para se chegar a ela. Dentre essas diversas possibilidades, podemos contar com os projetos de letramento (KLEIMAN, 2000), cujo eixo norteador são práticas sociais nas quais a escrita não tem fim em si mesma, mas, materializada por meio de gêneros do discurso, é utilizada para alcançar outras metas, definidas por docente(s) e discentes cooperativamente. Assim, nesta comunicação oral, objetivamos apresentar, por meio de um infográfico, como se instauram gêneros multimodais/multissemióticos em um PL desenvolvido numa escola pública norte-rio-grandense. Do ponto de vista teórico-metodológico, fundamentamo-nos na perspectiva dialógica da linguagem (BAKHTIN; VOLOSCHINOV [1929] 1992); nos estudos de letramento (KLEIMAN, 1995; 2005; TINOCO, 2008; OLIVEIRA; TINOCO; SANTOS, 2011; ROJO, 2012; KRESS; VAN LEEUWEN, 2006); na Pedagogia Crítica (FREIRE, 1971; 1996); e na metodologia em que se ancora a Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006). Os resultados obtidos apontam que práticas multiletradas trabalhadas pela escola possibilitam o desenvolvimento de habilidades e competências imprescindíveis para a construção de um sujeito ativo, capaz de ler, escrever e interpretar de forma crítica diferentes gêneros multimodais/multissemióticos que circulam em diversas esferas sociais.
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