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Nesta comunicação oral, pretendemos evidenciar as contribuições de dois modelos didáticos decorrentes de um projeto de letramento e de uma sequência didática para o ensino de leitura e escrita. Para tanto, tomamos como base dados gerados em duas pesquisas de intervenção desenvolvidas no âmbito do Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS), em escolas públicas de Natal e Macau, cidades do Rio Grande do Norte. Teoricamente, fundamentamo-nos na concepção dialógica de linguagem (BAKHTIN; VOLOCHÍNOV, 2009), nos estudos de letramento (KLEIMAN, 2000; 2006; OLIVEIRA, 2010; OLIVEIRA; TINOCO; SANTOS, 2011) e no modelo de sequência didática da escola de Genebra (ARAÚJO, 2013; CLARA; ALTENFELDER; ALMEIDA, 2002; DOLZ; SCHNEUWLY, 2004). Metodologicamente, este trabalho está ancorado na Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2013) e, para a reflexão a que ora nos propomos, investimos em um trabalho de análise qualitativa e interpretativista de um recorte de dados gerados em duas pesquisas desenvolvidas em duas turmas de 7o ano do Ensino Fundamental, a partir de oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP): Fernandes (2016), cujo foco foi o desenvolvimento de um projeto de letramento, e Medeiros (2015), que focalizou o trabalho com sequências didáticas. A análise desses dados evidencia que a ressignificação do ensino-aprendizagem, nos dois modelos didáticos, pode ocorrer mediante a centralidade da escrita como prática social. Porém, foi possível observar que o trabalho com os gêneros discursivos se deu de formas distintas, visto que, no Projeto de Letramento, o foco está na resolução de problemas de cunho social e, na Sequência Didática, o objetivo final é a aprendizagem do gênero.
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