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EntrarIntrodução: A osteoporose apresenta impacto socioeconômico para os pacientes e para a sociedade, com alta prevalência mundial, considerando o aumento da expectativa de vida e consequente envelhecimento populacional, bem como sua direta relação com as fraturas osteoporóticas. A Economia da Saúde pode auxiliar gestores e elaboradores de políticas públicas na tomada de decisão quanto à alocação racional dos recursos públicos. A primeira etapa para estimativa dos custos imputados por uma doença é a identificação dos custos relevantes para uma avaliação. Estes conceitos ressaltam a importância do tratamento, da prevenção e do diagnóstico da osteoporose na redução de custos para o sistema de saúde por meio da conduta adequada. As revisões de escopo são consideradas um tipo de revisão de literatura preliminar que mapeia e identifica a natureza e extensão da evidência relevante sobre determinado campo de pesquisa. Aborda tópicos mais abrangentes identificando lacunas de pesquisa na literatura existente, sumarizando e divulgando os resultados ou alcance da pesquisa em áreas específicas para formuladores de políticas, profissionais e consumidores. Objetivo: Identificar os componentes de custos diretos aplicáveis à prevenção, diagnóstico e tratamento de indivíduos com osteoporose senil, pós-menopausa ou juvenil, que estão presentes nas avaliações econômicas completas e parciais. Método: Foi utilizado o método descrito por Joanna Briggs Institute com elaboração da questão de pesquisa, busca e seleção dos estudos (avaliações econômicas completas ou parciais), extração de dados, sumarização dos resultados e discussão dos principais achados. Resultados: Entre as 222 avaliações, as mulheres na pós-menopausa foi a população mais prevalente (68%). Os medicamentos foram os componentes de custo mais estimados (85%) seguidos pelos custo da fratura (53%), consulta médica (42%) e métodos diagnóstico para rastreio (40%). Custo por anos de vida ajustados pela qualidade (QALY) foi o desfecho mais estudado (39%) e o sistema de saúde nacional de cada país foi a perspectiva da avaliação mais prevalente (155).Conclusões: Embora diferentes perspectivas e intervenções tenham sido encontradas nas análises econômicas, alguns dos componentes de custos relevantes foram prevalentes entre eles como: terapia medicamentosa, o rastreio por meio da densitometria óssea, o custo da fratura, consultas médicas; cirurgias de fixação e reabilitação após fratura, considerando também a institucionalização do paciente nos anos pós-fratura. Faz-se importante estimar o ‘custo da fratura’ no Brasil para a realização de mais avaliações econômicas nacionais segundo a perspectiva SUS para implementação de estratégias de enfrentamento da osteoporose no cenário brasileiro.
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