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Resumo

O Território dos Estudos da Infância (TEI) está vinculado institucionalmente ao Departamento dos Estudos da Infância (DEDI) e ao Programa de Pós-graduação (ProPEd) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Criado em 2017, inicialmente o grupo foi um espaço de conferências de pesquisas a partir da perspectiva dos Estudos da Infância. A partir de 2018 o grupo foi vinculado ao ProPEd e passou a ser um grupo de estudos e pesquisa, integrando estudantes de graduação, pós-graduação, professoras/es e especialistas que pesquisam a temática. Nosso principal objetivo é ser um espaço e tempo para análises, compreensões e reflexões a respeito de estudos realizados sobre/com/da(s) infância(s) e criança(s) assim como suas relações no/com o mundo contemporâneo. Portanto, enquanto grupo, desenvolvemos pesquisas coletivas e individuais que articulam as temáticas: infância, crianças, sociedade e cultura. Atualmente, interessa-nos examinar e entender o sentido da participação na sociedade para crianças e adultos, compreender como participam nos seus espaços e tempos sociais assim como e de que modo a infância é envolvida em processos participativos e educativos. Por ser um debate que abarca diferentes dimensões sociopolíticas e educacionais, ampliamos nosso propósito e temos estudado a política como um direito das crianças. Para essa edição do GRUPECI, que tem como tema “Infância e justiça social: perspectivas no contexto brasileiro”, apresentamos três propostas do TEI. O primeiro resumo coloca em debate o direito das crianças à educação a partir da constituição do quadro de profissionais da educação infantil do município do Rio de Janeiro. As autoras contextualizaram política, histórica e socialmente a organização da escola de educação infantil carioca, evidenciando os arranjos docentes dessa rede municipal. Concluem que os arranjos na carreira do profissional da educação afeta o direitos das crianças à educação. O segundo resumo trata das relações participativas de crianças e professoras em duas escolas de educação infantil públicas cariocas. Reconhecendo a infância como categoria geracional e as crianças como atores sociais e de direitos, evidencia-se como o brincar e interagir podem garantir a participação delas nesse espaço institucional. Como considerações finais, as autoras apontam que o interagir e brincar permitem um participar coletivo, de caráter mais democrático, isto é, inclusivo, colaborativo e compartilhado. O terceiro resumo trata dos direitos das crianças ao lazer e à cultura. São três pesquisas que investigam as vivências de crianças que frequentam o parque Recanto do Trovador e o Estádio do Maracanã, bem como o consumo e a produção de cinema de crianças das comunidades de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Em suas pesquisas os autores analisam o acesso ao lazer pelas crianças como justiça social e a necessidade de ampliar a discussão acerca da apropriação da infância para além dos espaços institucionais. Diante do exposto, consideramos que nossos temas se aproximam do eixo 2, “Infâncias, Direitos Humanos e Políticas Públicas”, mas nos colocamos também em diálogos com outros eixos. De todo modo, nossas pesquisas têm como foco o direito das crianças à educação, ao lazer, à participação e à cultura e o debate a respeito das políticas públicas destinadas à infância.

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Instituições
  • 1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Departamento dos Estudos da Infância
  • 2 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
  • 3 Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro / Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro / Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • 2. Infâncias, Direitos Humanos e Políticas Públicas
Palavras-chave
Infância; crianças; Sociedade; Cultura