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Resumo

Apresentação: Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são!
O Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Diferenciação Sociocultural (GEPEDISC) Linha Culturas Infantis está vinculado à Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, junto ao departamento de Ciências Sociais na Educação (Decise), sob a coordenação da professora doutora Ana Lúcia Goulart de Faria. O grupo é composto por estudantes de graduação, mestrado e doutorado, docentes e pesquisadoras/es que investigam os marcadores sociais de diferenças: raça, sexualidade, idade, etnia, gênero, religiosidade e classe social. Neste movimento, os estudos possibilitam análises e constatações das origens dos processos sociais que provocam desigualdades e as emergências dos fenômenos sociais. Nossos estudos estão predominantemente direcionados às crianças pequenas e pequenininhas. Há o enfoque para a Educação Infantil em creche e pré-escola e nos anos iniciais do Ensino Fundamental I. Portanto, um olhar para as infâncias de 0-10 anos na Educação Básica, negras e não negras, pomeranas, quilombolas, indígenas, ribeirinhas, transgêneras, de terreiros e a participação das mulheres na luta política pela equidade de direitos. Nossas produções e referências teóricas e epistemológicas dialogam na tensão entre as abordagens marxistas e pós-coloniais. As contribuições do feminismo negro, especialmente com a ferramenta teórico metodológica da Interseccionalidade e da teoria do “nó frouxo”, de Heleieth Saffioti, propõem conexões na (re)existência dos povos originários para além da ancestralidade afro incluindo os povos originários. Concomitante a essas análises ressaltamos o conceito de culturas infantis como elemento fundante dos nossos estudos, oriundo das pesquisas de Florestan Fernandes, e expresso pela primeira vez no texto As trocinhas do Bom Retiro: contribuições ao estudo folclórico e sociológico da cultura e dos grupos infantis. As análises do grupo destacadas para o 8º Grupeci, alinhadas ao tema: “Infâncias e justiça social: perspectivas no contexto brasileiro”, continuam na crítica contra a agenda neoliberal, com gravíssimos retrocessos na nossa frágil democracia, refletindo na expansão da chamada “uberização” do trabalho aumentando as desigualdades econômicas e perversidades sociais no país, como por exemplo, a terceirização abrupta e massiva das creches, a reinserção do Brasil no mapa da fome e da violência, sobretudo contra as mulheres, crianças e as populações indígenas e negras. Os efeitos da pandemia da Covid 19 perduram no âmago das relações sociais mesmo após o decreto da Organização Mundial da Saúde (OMS) que conclama o fim da situação de emergência de saúde pública referente ao Coronavírus. Há, portanto, esperança no hoje e a urgência de deixar o pessimismo para dias melhores.
Trabalhos a serem apresentados – Eixo: 5. Crianças, Infâncias, Diversidade e Inclusão

1. PRIVATIZAÇÃO, EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E DINÂMICA DO CUIDADO: INTERLOCUÇÕES
Flávia Eduarda Gomes Hebling
Márcia Antônia Pinheiro
Nélia Aparecida da Silva Cavalcante

2. VIOLÊNCIA, SUBORDINAÇÃO DAS MULHERES E EDUCAÇÃO DAS INFÂNCIAS: NARRATIVAS EM FOCO
Elen Alves de Sousa
Flávia Eduarda Gomes Hebling
Lindsay Oliveira de Souza

3. FORMAÇÃO DE DOCENTES DAS INFÂNCIAS NO BRASIL E ANGOLA: QUESTÕES RACIAIS E DE GÊNERO
Elen Alves de Sousa
Lidiane Agostinho Ferreira
Mendes Zacarias Pinto Ferraz

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Campinas
Eixo Temático
  • 5. Crianças, Infâncias, Diversidade e Inclusão
Palavras-chave
Infâncias brasileiras; Culturas infantis; marcadores sociais da diferença; Justiça Social