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Resumo

GECDH – Currículo, Formação e Educação em direitos humanos
Coordenação: Rita de Cássia Prazeres Frangella

O grupo de pesquisa “Currículo, Formação e educação em direitos humanos” vem, em diferentes pesquisas, tendo como eixo articulador a temática das políticas curriculares. Especificamente acerca do foco de análise, as pesquisas desenvolvidas têm se dedicado a problematizar a produção curricular para a infância, com ênfase especial às questões relativas à alfabetização e formação de alfabetizadores, a partir da percepção das imbricações entre formação de professores e políticas curriculares. São foco de análise políticas como o PNAIC, a BNCC, a PNA.
Tendo como marco teórico os estudos culturais e pós-coloniais, os projetos assumem o entendimento do currículo como enunciação cultural no terreno do indecidível, em diálogo com/na diferença, assentada nas teorizações de Homi Bhabha, Jacques Derrida. Os estudos em curso buscam arguir os significados para currículo-infância-alfabetização-formação bem como o adensamento de uma perspectiva de centralização curricular na produção de políticas educacionais. Assim, o grupo vem se dedicando à problematização das formas como a infância vem sendo (re)significada no atual cenário educacional, sobretudo, nas políticas curriculares que imputam à educação infantil uma concepção preparatória que possa pavimentar a melhoria da educação básica, cotejando-as com a discussão da formação de professores como recurso e estratégia política de articulação de política curricular, mobilizando e articulando atores sociais diversos que aí entram na disputa pela significação dessas políticas.
Dessa forma, propomo-nos a pôr em diálogo o que temos elaborado como argumentação que atravessa as diferentes pesquisas: argumentamos que a produção curricular é constituída a partir de negociações e disputas cujos sentidos e interesses se hibridizam na sua formulação, evidenciando sua condição de processo político inacabado. Assim, em Crianças Curriculistas: Pensando a Infância na Relação com a Alfabetização, Axer, Dias e Drummond trazem ao debate a ideia de uma produção curricular com as crianças e não para elas, numa perspectiva alteritária que problematiza uma concepção de criança marcada pela menoridade e que ainda mantém uma lógica adultocêntrica nessa produção. Há aqui o investimento na discussão acerca da diferença e dos processos de negociação com uma infância também produtora de currículo. Em Educação Infantil e Alfabetização nas Políticas Públicas: PNA e Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em Debate, Caldeira, Camões e Queiroz desenvolvem análise de políticas recentes observando como a infância vem sendo significada e problematizam uma lógica que reduz a educação ao ensino, observando como políticas curriculares para alfabetização incidem sobre a Educação Infantil. Por fim, em Educação Infantil e Formação de Professores: Ausência para as Questões Étnico-Raciais, Costa, Ferreira e Teixeira voltam-se para a questão das diferenças, temáticas caras à discussão do grupo, especificamente para as questões étnico-raciais. Argumentam que tal ausência implica na tentativa de exclusão da diferença.
Pensamos que os debates aqui mobilizados permitem adensar a discussão acerca de políticas curriculares para infâncias como trabalho contínuo de produção em que a diferença seja observada em sua potência criadora.

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Instituições
  • 1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro / Faculdade de Educação
  • 2 Instituição Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira
  • 3 International Center for Astronomical, Medical and Ecological Research
  • 4 Universidade Federal de Minas Gerais / Centro Pedagógico
  • 5 Colégio Pedro II
Eixo Temático
  • 2. Infâncias, Direitos Humanos e Políticas Públicas
Palavras-chave
Produção curricular; Infância; Alfabetização; diferenças; polítca curricular nacional