Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
Caso você seja um dos co-autores e queira cadastrar esse trabalho no seu Currículo Lattes, use o seguinte código: doi > 10.17648/gcyf-2019-99360
Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INFÂNCIA E VIRTUALIDADE: CARTOGRAFANDO NOVOS TERRITÓRIOS
Andrea Braga Moruzzi - Universidade Federal de São Carlos - [email protected]
Giovana Alonso - Universidade Federal de São Carlos - [email protected]
Marcos Antonio Gonçalves dos Santos - Universidade Federal de São Carlos – [email protected]
INTRODUÇÃO
Este texto procura pensar o conceito de infância a partir de alguns atravessamentos presentes na contemporaneidade. Toma-se como referência inicial a conceituação feita por Phillippe Ariès (1981) a respeito da infância, para o qual a infância é um “sentimento” moderno, construído socialmente e que vai se configurando ao longo de vários séculos de diferentes modos. O que parece importante destacar é o conceito, infância como “sentimento”, cuja compreensão refere-se ao fato de que, em determinado momento histórico, seja qual for o contexto cultural e político, as crianças passam a ser percebidas de maneira diferenciada da forma pela qual se percebiam os adultos. Essa maneira de compreender a infância é especialmente significativa, à medida que supera as demarcações psicológicas dadas a esse conceito, e mobiliza todo um novo conjunto de estudos, inaugurando campos teóricos sobre as crianças e sobre a(s) infância(s) que orbitam pelas dimensões históricas, geográficas, sociológicas, etc. É nessa dimensão que o presente ensaio se insere. Tem-se falado de forma muito frequente na infância moderna, essa caracterizada por Ariès (1981) sobre a qual se definem fronteiras muito bem definidas no intuito de proteger e educar as crianças. Ariès (1981) chega a dizer que essa infância moderna enclausurou a vida das crianças na medida em que se vai configurando para todas uma maneira específica de viver, produzida pelas instituições que as acolhem, pelos discursos que as definem e pelas práticas que as conduzem. Tem também se definido a infância como uma categoria estrutural e permanente sob a qual se inserem as crianças (QVORTRUP, 2010); nessa definição a infância é uma categoria estática e geracional habitada por diferentes crianças que entram e depois saem da infância para habitar outras categorias geracionais estruturais, como a juventude e a velhice. Tem também se entendido a infância como um dispositivo histórico do poder, na medida em que sua forma é produzida por um conjunto heterogêneo de práticas, leis, medidas, pressupostos filosóficos, religiosos, jurídicos, etc (MORUZZI, 2012, MORUZZI, 2017), de modo a constituir uma rede de significados, a qual se chama infância. Partindo desta abordagem de forma mais enfática, tem-se também entendido que o dispositivo é a rede que se emaranha por diferentes relações de força. Trata-se de um conceito mobilizado por Foucault (1975) e trabalhado mais continuamente por Deleuze (1999), Agambem (2007) e Veyne (2009). Há diferentes proposições feitas a partir dessa compreensão, mas cabe, sobretudo, dizer que sendo um dispositivo, a infância é uma forma que emoldura a vida das crianças, assegura seus gestos, comportamentos, ideias e formas de subjetivações. Pode-se entender que nesta forma há fronteiras que marcam territórios para todas as crianças de maneira a assegurar que estas se tornem determinados sujeitos infantis (MORUZZI, 2017; 2018). Entretanto, não se pode compreender que a infância é esta forma estática sobre a qual nenhum corpo resiste. Ao contrário, sendo um dispositivo, produz forma e produz também resistências, que são as maneiras que as crianças encontram para quebrar as barreiras deste forma-fronteira (MORUZZI, SILVERIO, 2018).
Estes estudos têm dados subsídios para pensar que existe uma infância contemporânea (ABRAMOWICZ; MORUZZI, 2017) cuja percepção é a de que, primeiramente, as crianças vão se tornando “sujeitos de direitos” (aqui não o sujeito Foucaultiano, mas o indivíduo portador de direitos), regidos por leis e aparatos legais; segundo, a percepção de que as fronteiras que delimitavam a forma-infância moderna já não estão mais bem delimitadas assim, de modo que a vida das crianças é atravessada por diferentes outros dispositivos que novamente, desenham, configuram, projetam novas formas-infâncias; terceiro, a percepção de que há uma pluralidade na infância constituída por outros diferentes atravessamentos culturais, étnicos, religiosos, etc, que são desenhados de forma específica na relação com o território.
O segundo e o terceiro aspecto sobretudo, interessa à discussão proposta neste texto. Sobre o obscurecimento das fronteiras, tem-se tomado como ponto de partida a ideia de que o surgimento das tecnologias, em especial, de informação e comunicação teria promovido o fim da infância (POSTMAN, 1999). Mas ao invés de pensar neste fim de forma trágica e repentina, problematiza-se para pensar na sua reconfiguração, isto é, em um certo hibridismo da infância, que se redesenha na relação com estes novos dispositivos tecnológicos (BELLONI, 2007)
Isto posto, traça-se o seguinte questionamento: se as tecnologias podem ser consideradas dispositivos contemporâneos, como é que a infância se reconfigura, como se definem novas fronteiras, ou é possível pensar essas fronteiras na realidade virtual? E indo além, tenta-se compreender: é possível pensar em território virtual da infância?
Esta investigação ensaística inspira-se na cartografia para mapear alguns conceitos inseridos nas discussões de pelo menos duas dimensões, sendo a primeira a tecnologia e a chegada de uma nova era que traz em si, novas formas de perceber e produzir a realidade. Tenta-se mapear aqui os conceitos que mais elucidam essa nova era e suas (virtuais) realidades. A segunda dimensão refere-se à discussão de território e a maneira pela qual pode-se ou não relacionar este conceito que é caro ao campo da geografia da infância, com a era tecnológica e a produção de novas infâncias. Tenta-se compreender, a partir do entrelaçamento dessas dimensões conceituais de infância, virtualidade e território, se é possível pensar em território(s) virtual da(s) infância(s).
Nos inspiramos na cartografia como método de pesquisa qualitativa. A cartografia apresenta-se para nós como uma possibilidade de interpretação de nossa realidade, como instrumento que possibilita a interpretação da história e do presente, possibilitando a crítica ao nosso próprio tempo. Filho e Teti (2013) são referências que nos auxiliam a compreender este método e a forma como as pesquisas que o tomam por base são construídas. Pensamos a cartografia como uma possibilidade de construir diagramas sociais baseados em relações, em enfrentamentos e em atravessamentos, como o almejamos para a compreensão da infância e da virtualidade na modernidade.
O VIRTUAL NO ESPAÇO: ALGUNS CONCEITOS SOBRE O DEBATE
O que é o virtual? Como se constitui a virtualidade? Ciberespaço? Cibercultura? Internet? Rede? Com a expansão da internet por meio das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), essas palavras integraram-se no nosso cotidiano. Porém, como entendê-las conceitualmente? Como aproximá-los do universo da infância? Seria possível demarcar as fronteiras e captar os territórios nessa realidade virtual?
Pierre Lévy define o ciberespaço como “o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores” (LÉVY, 1999, p. 92). Entretanto, é preciso mais elementos para seu entendimento, indo além de uma possível dualidade, espaço físico x espaço virtual, ou a extinção do espaço físico (MORAES, 2013). O Ciberespaço, conforme Moraes (2013, p. 140), é concebido como “uma dimensão oriunda do emprego de tecnologia informacional, formada pela conexão de computadores em rede, que se agrega ao espaço geográfico”. Inevitavelmente, as crianças que possuem recursos também estarão imersas, afinal, elas já estão nascendo nessa realidade tecnológica, nessas tecnologias, vivenciando, talvez, sua infância no ciberespaço e dentro de uma cibercultura.
Para Couto (2013, p. 901) a cibercultura é “a vida construída por meio das redes sociais digitais, em meio aos inúmeros processos interativos e participativos. Através dessas redes construímos subjetividades e sociabilidades, e redesenhamos nossos modos de ser e viver”. A cibercultura possibilita uma nova transmissão de conhecimentos de uma criança para outra de modo muito diverso e rápido por meio das tecnologias digitais. Estão ensinando umas às outras o que precisam saber para serem participantes plenas da cultura da convergência (JENKINGS, 2009, p. 249 apud COUTO, 2013). Essas crianças nascidas imersas em um mundo midiático vivenciam as mais diversas relações com as tecnologias digitais. Elemento apontado por Tapscott (1999) como “Geração Net”, e que esse movimento é crescente e irreversível (COUTO, 2013).
As redes constituem, para Castells (1999, p. 497) “a nova morfologia social de nossas sociedades, e a difusão da lógica de redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos processos produtivos e de experiência, poder e cultura”. Mas o que são redes para Castells? São nós interconectados que dependem de um tipo de rede concreta, por exemplo, bolsa de valores, conselhos de ministros, redes de televisão, entre outras. Elas são estruturas abertas com tendência à expansão, movimento que gera novos nós que compartilhariam os mesmos códigos de comunicação (CASTELLS, 1999).
Para Pierre Lévy (1996, p. 15) o virtual define-se “em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes”. Segundo o autor, virtualis, que fora derivado de virtus, estariam na origem da palavra virtual, cujo significado seria o de “Força” e “Potência”. Ele escreve que, por exemplo, a semente teria virtualmente a árvore em seu interior, indicando que a entidade carrega e produz suas virtualidades, em contrapartida, para Lévy (ibid, p.16), “o virtual constitui a entidade: as virtualidades inerentes a um ser, sua problemática, o nó de tensões, de coerções e de projetos que o animam, as questões que o movem, são uma parte essencial de sua determinação”. Enquanto que a Atualização, para o autor, é definida como “a criação, invenção de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e finalidades” (ibid., p.16), aconteceria muito mais que uma dotação da realidade possível, ou que uma escolha dentro de um conjunto determinado, seria uma “produção de qualidades novas, uma transformação das ideias, um verdadeiro devir que alimenta de volta o virtual” (ibid., p.16), tendo como seu movimento inverso a virtualização.
Todo esse aparato conceitual nos dá ferramentas para começarmos a pensar e refletir sobre a criança e a infância nesses novos tempos, nessas novas possibilidades. Uma vez que as relações entre as crianças e os dispositivos de socialização, tidos como instituições, redes e ações, podemos destacar dois tipos ao quais estão mais atuantes nos processos de socialização, a escola e as TIC, ou Mídias (BELLONI, 2009).
TERRITORIALIDADE E TERRITÓRIOS DA INFÂNCIA
A partir da definição do que é virtual e espaço virtual exposta acima, gostaríamos de tecer outros dois questionamentos, os quais buscaremos responder até o final deste texto: É possível pensar em território a partir desse contexto virtual? É possível pensar em território da infância na virtualidade? Não nos comprometemos com respostas definitivas, apenas considerações a respeito do tema a partir da compreensão que vamos formulando sobre a infância e os territórios da infância, permitida fundamentalmente pelo campo teórico da Geografia da Infância.
A Geografia da Infância busca compreender a forma como se dão os arranjos sociais, culturais e a produção da infância em seus diferentes espaços e tempos, tornando possível a compreensão sobre como as crianças se apropriam das dimensões sociais a partir dos grupos de que fazem parte desde o nascimento. Ao compreender a forma como são produzidas as infâncias e a cultura infantil em tais grupos, é possível perceber como as crianças reconfiguram e reconstroem suas vivências, criando suas próprias geografias.
Quando falamos em Geografia inevitavelmente nos remetemos ao espaço, ao território e ao local. Lopes e Vasconcellos (2006) permitem que possamos ir além do tradicionalmente construído a respeito da Geografia e passamos percebê-la como aquela que carrega a cultura, a história, o tempo.
A partir do surgimento do sentimento de infância, lugares e locais próprios às crianças vão sendo construídos, como tentativa de proteção, de enclausuramento e de confinamento. A escola passa a ser este local próprio das crianças, propício à vivência de suas infâncias. Aproximamo-nos da compreensão do conceito de território quando Lopes e Vasconcellos (2006) situam “a constituição de espaços destinados a um determinado grupo social” (p. 18). A partir deste entendimento, a escola seria um território da infância. Mas desejamos ir além e perceber de que forma o espaço virtual também é território da infância, ou seja, perceber de que forma as crianças estão sendo produzidas e estão produzindo tais locais (em redes) de interações, de construções e de manifestações.
Uma concepção tradicional a respeito de território é apresentada a partir das fronteiras demarcadas e dos espaços legalmente delimitados. Uma nova proposição sobre o território expressa-se a partir da reconstrução de forma simbólica dos limites da área ocupada. (LOPES; VASCONCELLOS, 2006). O território, nesta atual concepção, não se estabelece a partir da relação física entre os sujeitos e o espaço, mas sim de uma relação simbólica, marcada pela identificação daqueles com o lugar em que habitam e em que fazem história. Se pudesse traduzir-se em fórmula, diríamos que: Chão (espaço físico) + identidade = território.
Lopes (2009) narra a respeito do modo como as crianças se constituem e se configuram nos espaços de que fazem parte. Para tanto, traça uma importante distinção entre espaço e território, em que território abarca questão de subjetividade, de identidade e de cultura, permitindo que, no campo da Geografia da Infância, se fale em Territórios da Infância, territórios estes que ultrapassam tudo aquilo que os adultos direcionam às crianças em relação aos locais que lhes seriam apropriados, mas que num processo de ressignificação, passam a ser escolhidos pelas próprias crianças para estarem em atuação.
Mas como falar de um território virtual que aparentemente não possui limites físicos? Estamos falando de crianças que passam suas infâncias plugados em computadores e celulares e que não mais vivenciam a experiência das ruas e das praças, mas que vão estabelecendo conexões virtuais, em redes sociais e em sites de jogos. Estamos nos interrogando e adentrando o campo da Geografia da Infância para buscar entender de que forma as crianças constroem suas geografias em um espaço não físico; de que forma vão sendo construídas a partir do contato com outras crianças que também vivem suas infâncias nos mesmos espaços não físicos; e de que modo estes espaços apresentam limites ou possibilidades para o descobrimento do mundo, uma vez que permite, por exemplo, que uma criança residente na cidade de São Paulo entre em contato com uma criança de Tóquio, no Japão. Estamos falando de uma infância atual, contemporânea, e não mais moderna, na qual os limites são redefinidos. Porém, se um dos constituintes da infância contemporânea são as TICs, como definir a infância de crianças que não estão em contato com as mesmas? Seriam estas crianças sem infância?
Compartilhamos do pensamento de Lopes e Vasconcellos (2006) para dizer que a constituição da infância se dá pela partilha do mesmo lugar/espaço por um grupo de crianças. Por isso falamos em infâncias, no plural, e não em infância, no singular. Compreendemos que cada criança e que cada grupo de crianças experiencia o mundo a partir daquilo que lhe é oferecido e a partir das possibilidades de exploração que o espaço em que habita lhe confere.
Se território é ponto de referência, é etnicidade, é lugar, história e regras, podemos trazer, sim, para o debate, uma conceituação de território virtual. A compreensão complica-se a partir de duas outras características sobre o território, sejam elas a necessidade de um local concreto e de fronteiras limitadas. Porém, a partir do momento em que direcionamos as crianças a determinados tipos de atividades no espaço virtual, limitando seu acesso e vigiando sua experiência, estamos de certa forma demarcando fronteiras sobre o que é ou não autorizado para ela. Fica-nos aberta uma lacuna que não nos permite caracterizar o espaço virtual enquanto território da infância, qual seja, a característica que a designa como um do local concreto.
“Toda criança é criança de um lugar. Do mesmo modo, toda criança é criança em algum lugar” (LOPES; VASCONCELLOS, 2006, p. 110). No campo da Sociologia da Infância, temos o entendimento de que as crianças não só consomem a cultura dos grupos em que estão inseridas como também a constroem. Entende-se a criança como produtora e reprodutora da cultura adulta, ressignificando-a à sua própria cultura, a cultura infantil. No campo da Geografia da Infância - que não exclui o campo Sociológico, mas o complementa - é possível compreender a forma como o espaço em que as crianças vivem suas experiências infantis vai sendo transformado e ressignificado a partir de suas atuações.
COMENTÁRIOS FINAIS
Ao final deste texto, podemos empreender uma tentativa inicial de pensar uma nova infância que vai sendo estabelecida com o advento das Tecnologias da Informação e Comunicação, novos espaços que vão sendo ocupados pelas crianças na modernidade e, consequentemente, uma inusitada maneira destas experimentarem o mundo e serem por ele afetadas.
Moraes (2013) nos inspira a pensar uma infância em rede, flexionando nosso debate para uma rede (informatizada) que vem sendo construída com o uso dos computadores, dos smartphones, tablets e todo o acesso que estes equipamentos permitem. Compreendemos que uma rede de comunicação extremamente potente vem sendo estabelecida e que as formas de ocuparmos os espaços também vão sendo modificadas.
Se compreendemos que a tecnologia e, consequentemente, a virtualidade modificam a estrutura social e que a infância é parte de tal estrutura, temos por consequência a modificação da própria infância.. A partir de tais modificações, espaciais, temporais e intelectuais, poderíamos discutir outros conceitos, tais como os de experiência e de subjetivação. Para este texto não nos cabe tal atrevimento, deixando-o para um outro momento e um novo debate a inserir-se na mesma temática que almejamos aprofundamento: a infância e a virtualidade.
REFERÊNCIAS
ABRAMOWICZ, A.; MORUZZI, A. B. . Infância na contemporaneidade: questões para os estudos sociológicos da infância. Crítica Educativa, v. 2, p. 25-37, 2017.
AGAMBEN, G. Qu’est-ce qu’um dispositif? Paris: Payot, 2007.
BELLONI, M. L.. Infância, mídias e educação: revisitando o conceito de socialização. Perspectiva (UFSC), v. 25, p. 57-82, 2007.
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. 3 ed. V.1. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
COUTO, Edvaldo Souza. A infância e o brincar na cultura digital. Perspectiva, Florianópolis, v. 31, n. 3, p. 897-916, set. 2013. ISSN 2175-795X.
DELEUZE, G. Que és un dispotivo? In: BALIBAR, E. et al. Michel Foucault, fi lósofo. Barcelona: Gedisa, 1999. p. 155-163
FOUCAULT, Michel. “Outros espaços”. In: FOUCAULT, M. Ditos e escritos. Vol.III. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001, p.411-422.
FILHO, K. P.; TETI, M. M. A cartografia como método para as ciências humanas e sociais. Barbarói, n. 38, p. 45-59, 2013.
LÉVY, Pierre. O que é o virtual? Trad. de Paulo Neves. São Paulo: Ed. 34, 1996.
LOPES, J. J. M.; VASCONCELLOS, T. Geografia da Infância: Territorialidades Infantis. Currículo sem Fronteiras, v. 6, n. 1, p. 103-127, 2006.
LOPES, J. J. M. As crianças, suas infâncias e suas histórias: mas por onde andam suas geografias? Educ. foco, v. 13, n. 2, p. 31-44, 2009.
MORAES, Fernando Dreissig de. CIBERESPAÇO ENTRE AS REDES E O ESPAÇO GEOGRÁFICO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS. Caminhos de Geografia, [S.l.], v. 14, n. 47, out. 2013.
MORUZZZI, A. B. A infância como dispositivo: uma abordagem foucaultiana para pensar a educação. Conjectura: Filos. Educ., v. 22, n. 2, p. 279-299, 2017.
MORUZZI, A. B. A pedagogização do sexo da criança: do corpo ao dispositivo da infância. 2012. 199 f. Tese (Doutorado em Ciências Humanas) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2012
PASSOS, E. KASTRUP, V. & ESCÓSSIA, L. (Orgs.). Pistas do método da cartografia. Porto Alegre: Sulina, 2009.
POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio de Janeiro: Grafhia Editorial, 1999.
QVORTRUP, Jens. A infância enquanto categoria estrutural. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.2, p. 631-643, maio/ago. 2010.
VEYNE, Paul. Foucault, o pensamento, a pessoa. Lisboa: edições Texto & Grafia, Lda. 2009
CHILDHOOD AND VIRTUALITY: CARTOGRAPHING NEW TERRITORIES
Andrea Braga Moruzzi - Universidade Federal de São Carlos - [email protected]
Giovana Alonso - Universidade Federal de São Carlos - [email protected]
Marcos Antonio Gonçalves dos Santos - Universidade Federal de São Carlos – [email protected]
INTRODUCTION
This text aims to think the concept of childhood from some crossings present in the contemporaneity. It is taken as an initial reference the conception made by Phillippe Ariès (1981) about childhood, for whom childhood is a modern, socially constructed "sentiment" that has been forming over several centuries in different ways. What seems important to emphasize is the concept, childhood as "sentiment," whose understanding refers to the fact that, at a given historical moment, regardless of the cultural and political context, children begin to be perceived differently from the way by which the adults were perceived. This way of understanding childhood is especially significant, as it overcomes the psychological demarcations given to this concept, and mobilizes a whole new set of studies, inaugurating theoretical fields about children and childhood(s) which orbit historical, geographical, and sociological, among other dimensions. It is in the sociological dimension that the present essay is inserted. It has been spoken very frequently about modern childhood, the one characterized by Ariès (1981), around which rigorously defined boundaries are established in order to protect and educate children. Ariès (1981) goes on to say that this modern childhood has cloistered children's lives since a specific way of living is produced for all by the institutions that welcome them, by the discourses that define them and by the practices that lead them. Childhood has also been defined as a structural and permanent category under which children are inserted (QVORTRUP, 2010); in this definition, childhood is a static and generational category inhabited by different children who enter and then leave childhood to inhabit other structural generational categories, such as youth and old age. Childhood has also been understood as a historical dispositif (apparatus) of power, insofar as its form is produced by a heterogeneous set of practices, laws, measures, philosophical, religious, legal presuppositions etc. (MORUZZI, 2012, MORUZZI, 2017) in order to constitute a network of meanings, which is called childhood. Setting forth from this approach more emphatically, it has also been understood that the dispositif is the network that entangles itself in different power relations. It is a concept mobilized by Foucault (1975) and worked more continuously by Deleuze (1999), Agambem (2007) and Veyne (2009). There are different propositions made from this understanding, but it is important to say that being a dispositif, childhood is a form that frames children's lives, ensures their gestures, behaviors, ideas and forms of subjectivation. It can be understood that in this form there are boundaries which set territories for all children in order to ensure that they become certain infant subjects (MORUZZI, 2017, 2018). However, it cannot be understood that childhood is this static form which not a single body resists. On the contrary, being a dispositif, it produces form and also produces resistances, which are the ways children find to break the barriers of this border-form (MORUZZI, SILVERIO, 2018).
These studies are based on the belief that there is a contemporary childhood (ABRAMOWICZ; MORUZZI, 2017), whose perception is that, first, children become "subjects of rights" - not Foucault's subject here, but the individual entitled to certain rights - governed by laws and legal apparatuses; second, the perception that the boundaries that bounded the modern childhood form are no longer well defined, so that children’s life is crossed by different dispositifs that again, design, configure, project new “forms-childhoods”; third, the perception that there is a plurality in childhood which comprises different cultural, ethnic, religious etc. crossings that are specifically designed in relation to the territory.
The second and third aspects, above all, concern the discussion proposed in this text. On the obscuring of frontiers, the idea that the emergence of technologies, especially information and communication, would have led to the end of childhood has been taken as a starting point (POSTMAN, 1999). But instead of thinking about this end in a tragic and sudden way, it is problematic to think of its reconfiguration, that is, in a certain hybridity of childhood, which is redrawn in the relation with these new technological devices (BELLONI, 2007).
This poses the following questions: if technologies can be considered contemporary devices, how does childhood reconfigure itself, how do we define new frontiers? Is it possible to conceive these borders in virtual reality? And going beyond, in an attempt to understand: is it possible to consider the existence of a virtual territory of childhood?
This essay research is inspired by cartographic methodological approaches to map some concepts inserted in the discussions of at least two dimensions, the first being technology and the arrival of a new era that brings, in itself, new ways of perceiving and producing reality. It tries to map here the concepts that elucidate this new era and its (virtual) realities. The second dimension refers to the discussion of territory and the way in which one can or cannot relate this concept - that is dear to the field of childhood geography - to the technological age and the production of new childhoods. It tries to understand, from the interweaving of the conceptual dimensions of childhood, virtuality and territory, if it is possible to conceive virtual territory(ies) of childhood(s).
We draw inspiration from cartography as a qualitative research method. Cartography presents itself to us as a possibility of interpretation of our reality, as an instrument that enables the interpretation of history and the present, allowing the criticism of our own time. Filho and Teti (2013) are references that help us to conceive this method and the way in which the surveys that utilize it as methodological basis are constructed. We think of cartography as a possibility to build social diagrams based on relationships, confrontations and crossings: the manner we desire to comprehend childhood and virtuality in modernity.
THE VIRTUAL IN SPACE: SOME CONCEPTS ABOUT THE DEBATE
What is virtual? How is virtuality constituted? Cyberspace? Cyberculture? Internet? Network? With the expansion of the Internet through Digital Information and Communication Technologies (DICT), these words have become part of our daily lives. But how is it possible to understand them conceptually? How to bring them closer to the universe of childhood? Is it possible to demarcate borders and capture territories in this virtual reality?
Pierre Lévy defines cyberspace as "the space of communication opened by the worldwide interconnection of computers and the memories of computers" (LÉVY, 1999: 92). However, more elements are required for its apprehension, going beyond a possible duality, physical space versus virtual space, or the extinction of physical space (MORAES, 2013). Cyberspace, according to Moraes (2013, p.140), is conceived as "a dimension derived from the use of information technology, formed by the connection of computers in a network, which is added to the geographic space". Inevitably, children who have resources will also be immersed; after all, they are already being conceived in this technological reality, in these technologies, experiencing, perhaps, their childhood in cyberspace and in a cyberculture.
For Couto (2013, p.901), cyberculture is "life built through digital social networks, amid the numerous interactive and participatory processes. Through these networks we build subjectivities and sociabilities, and redesign our ways of being and living.” Cyberculture enables a new transmission of knowledge from one child to another in a very diverse and fast way through digital technologies. They are teaching each other what they need to know to be full participants in the culture of convergence (JENKINGS, 2009, p. 249 apud COUTO, 2013). These children, who were born under the sovereignty of media and got immersed in this technological world, experience the most diverse relationships with digital technologies. Pointed out by Tapscott (1999) as "Net Generation", this movement is rampant and irreversible (COUTO, 2013).
For Castells (1999, p. 497), networks constitute "the new social morphology of our societies, and the diffusion of network logic substantially modifies the operation and results of productive processes and that of experience, power and culture." But what are networks for Castells? They are interconnected nodes that rely on a type of concrete network, for example, stock exchange, councils of ministers, television networks, among others; they are open structures with a tendency to expansion, movement that generates new nodes that would share the same communication codes (CASTELLS, 1999).
According to Pierre Lévy (1996, p.15), defined "In strictly philosophical terms, the virtual does not oppose the real but the current: virtuality and actuality are only two different ways of being." According to the author, virtualis, derived from virtus, would be at the origin of the word virtual, whose meaning would be "Force" and "Power". He exemplifies by writing that, on the one hand, the seed would virtually bear the tree within it, indicating that the entity carries and produces its virtualities; on the other hand, according to Lévy (ibid, p. 16), "the virtual constitutes the entity: the virtualities inherent to a being, its problematic, the knot of tensions, coercions and projects that animate it, the issues that move it, are an essential part of its determination." While the Update, for the author, is defined as "creation, invention of a form from a dynamic configuration of forces and purposes" (ibid., p.16), there would be much more than an endowment of possible reality, or than a choice within a given set, it would be a "production of new qualities, a transformation of ideas, a true becoming that feeds back the virtual" (ibid., p. 16), being its inverse movement what is denominated virtualization.
All this conceptual apparatus gives us tools to start thinking and reflecting on children and childhood in these new times, on these new possibilities. Since relationships between children and socialization devices, such as institutions, networks and actions, we can highlight two types of socialization, school and ICT, or media (BELLONI, 2009).
TERRITORIALITY AND TERRITORIES OF CHILDHOOD
From the definition of what is virtual and virtual space exposed above, we would like to set forth two other questions, which we will attempt to answer until the end of this text: Is it possible to think of territory from this virtual context? Is it possible to think of childhood territory in virtuality? We do not commit ourselves to definitive answers, only to considerations about the subject from the understanding that we are formulating about childhood and the territories of childhood, fundamentally allowed by the theoretical field of Geography of Childhood.
The Geography of Childhood seeks to understand the way in which social, cultural and childhood arrangements are produced in their different spaces and times, making possible the understanding of how children appropriate the social dimensions from the groups they have been part of since birth. By understanding the way infants and child culture are produced in such groups, one can see how children reconfigure and reconstruct their experiences, creating their own geographies.
When talking about Geography, we inevitably refer to space, territory and place. Lopes and Vasconcellos (2006) permit us to go beyond what was traditionally constructed about Geography and we perceive it as what that carries culture, history, and time.
From the onset of the sentiment of childhood, places proper to children are being built, as an attempt to protect, enclose and confine them. The school becomes this infant place, conducive to the experience of their childhoods. We approach the understanding of the concept of territory when Lopes and Vasconcellos (2006) situate "the constitution of spaces destined to a certain social group" (p.18). From this understanding, the school would be a childhood territory. But we want to go further so as to realize how virtual space is also the territory of childhood, that is, perceive how children are being produced and are producing such places (in networks) of interactions, constructions and manifestations.
A traditional conception of territory comprises demarcated frontiers and legally delimited spaces. A new proposition of territory emanates from the symbolic reconstruction of the limits of the occupied area. (LOPES and VASCONCELLOS, 2006). Territory, in this present conception, is not derived from the physical relation between the subjects and the space they occupy, but from a symbolic relation, marked by the identification of these individuals with the place in which they inhabit and make history. In an attempt to translate it into a formula, we may register the following: ground (physical space) + identity = territory.
Lopes (2009) expounds on the way children are constituted and configured in the spaces of which they are part. In order to do so, he draws an important distinction between space and territory, in which territory encompasses subjectivity, identity and culture. The aforementioned distinction permits, in the field of Child Geography, the conception of Territories of Childhood, territories which surmount everything to which adults direct children, regarding places that would be appropriate to them. Instead, in a process of resignification, these places are chosen by the children themselves, allowing them to be in action.
But how to speak of a virtual territory that apparently has no physical limits? We are talking about children who spend their childhoods plugged into computers and cell phones and who no longer experience what it is like to be on streets and squares, and who are establishing virtual connections, in social networks and in gaming sites. We are asking ourselves and entering the field of Geography of Childhood in an attempt to understand how children construct their geographies in a space that is incorporeal, how they are being constructed from the contact with other children who also live their childhoods in the same non-physical spaces, and how these spaces have limits or possibilities for the discovery of the world, since it allows, for example, that a child residing in the city of São Paulo be in contact with a child from Tokyo, Japan. We are describing a current, contemporary childhood, one that is no longer modern, in which limits are redefined. However, if ICT are one of the constituents of contemporary childhood, how to define that of children who are not in contact with these technologies? Are these children “childhoodless”?
Based upon Lopes and Vasconcellos (2006), we assert that the constitution of childhood occurs within the sharing of the same place/space by a group of children. That is why we speak of childhoods, in the plural form, and not in childhood, in the singular. It is believed that each child and that each group of children experience the world from what is offered to them and from the possibilities of exploration that the space in which they inhabit grants them.
If territory is a point of reference, ethnicity, place, history and rules, we can bring to the debate a conceptualization of virtual territory. Understanding is complexified when two other characteristics are taken into account: the territory, whether there is the need of a concrete location, and established boundaries. However, from the moment we direct children to certain types of activities in the virtual space, limiting their access and monitoring their experience, we are in a way demarcating boundaries on what they are entitled to. We are left with a gap that does not allow us to characterize the virtual space as a territory of childhood: its incorporeal character.
"Every child is a child of a place. In the same way, every child is a child somewhere "(LOPES, VASCONCELLOS, 2006, p 110). In the field of Sociology of Childhood, we bear the understanding that children not only consume the culture of the groups in which they are inserted but also construct it. The child is understood as producer and reproducer of the adult culture, resignifying it to its own culture, the infantile culture. In Geography of Childhood - which does not exclude the sociological field; complements it instead - it is possible to understand how the space in which children live their childhood experiences is gradually transformed and resignified by their performances.
FINAL COMMENTS
At the end of this text, we can undertake an initial attempt to think about a new childhood that is being established with the advent of Information and Communication Technologies, new spaces that are occupied by children in modernity and consequently an unusual way of experiencing the world and being affected by it.
Moraes (2013) inspires us to think of a childhood in a network format, diverting our debate towards a (computerized) network that is being built upon the usage of computers, smartphones, tablets and all the access that these devices allow. We comprehend that an extremely potent communication network has been established and that the ways of occupying space are also being modified.
If we understand that technology and therefore virtuality modify the social structure, and that childhood is part of such structure, we perceive, which is an expected consequence, the modification of childhood itself. From such modifications - spatial, temporal and intellectual - we could discuss other concepts, such as experience and subjectivation. For this audacious attempt does not fit this text, it will be left to another moment and a new debate to be inserted in the same theme that we hope to investigate further: childhood and virtuality.
REFERENCES
ABRAMOWICZ, A.; MORUZZI, A. B. . Infância na contemporaneidade: questões para os estudos sociológicos da infância. Crítica Educativa, v. 2, p. 25-37, 2017.
AGAMBEN, G. Qu’est-ce qu’um dispositif? Paris: Payot, 2007.
BELLONI, M. L.. Infância, mídias e educação: revisitando o conceito de socialização. Perspectiva (UFSC), v. 25, p. 57-82, 2007.
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. 3 ed. V.1. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
COUTO, Edvaldo Souza. A infância e o brincar na cultura digital. Perspectiva, Florianópolis, v. 31, n. 3, p. 897-916, set. 2013. ISSN 2175-795X.
DELEUZE, G. Que és un dispotivo? In: BALIBAR, E. et al. Michel Foucault, fi lósofo. Barcelona: Gedisa, 1999. p. 155-163
FOUCAULT, Michel. “Outros espaços”. In: FOUCAULT, M. Ditos e escritos. Vol.III. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001, p.411-422.
FILHO, K. P.; TETI, M. M. A cartografia como método para as ciências humanas e sociais. Barbarói, n. 38, p. 45-59, 2013.
LÉVY, Pierre. O que é o virtual? Trad. de Paulo Neves. São Paulo: Ed. 34, 1996.
LOPES, J. J. M.; VASCONCELLOS, T. Geografia da Infância: Territorialidades Infantis. Currículo sem Fronteiras, v. 6, n. 1, p. 103-127, 2006.
LOPES, J. J. M. As crianças, suas infâncias e suas histórias: mas por onde andam suas geografias? Educ. foco, v. 13, n. 2, p. 31-44, 2009.
MORAES, Fernando Dreissig de. CIBERESPAÇO ENTRE AS REDES E O ESPAÇO GEOGRÁFICO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS. Caminhos de Geografia, [S.l.], v. 14, n. 47, out. 2013.
MORUZZZI, A. B. A infância como dispositivo: uma abordagem foucaultiana para pensar a educação. Conjectura: Filos. Educ., v. 22, n. 2, p. 279-299, 2017.
MORUZZI, A. B. A pedagogização do sexo da criança: do corpo ao dispositivo da infância. 2012. 199 f. Tese (Doutorado em Ciências Humanas) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2012
PASSOS, E. KASTRUP, V. & ESCÓSSIA, L. (Orgs.). Pistas do método da cartografia. Porto Alegre: Sulina, 2009.
POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio de Janeiro: Grafhia Editorial, 1999.
QVORTRUP, Jens. A infância enquanto categoria estrutural. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.2, p. 631-643, maio/ago. 2010.
VEYNE, Paul. Foucault, o pensamento, a pessoa. Lisboa: edições Texto & Grafia, Lda. 2009
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo