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A depressão é o transtorno psiquiátrico de maior prevalência global. Suas bases biológicas são sustentadas pelas hipóteses monoaminérgica, glutamatérgica e neuroendócrina. Por essa razão, estudos sobre a fisiopatologia da depressão vêm sendo realizados há vários anos na tentativa de encontrar drogas mais eficazes. Apesar de existirem terapias farmacológicas preconizadas para os transtornos mentais, estima-se que apenas 30% dos pacientes obtenham remissão completa dos sintomas, e cerca de 34-46% não respondem aos tratamentos. Dada a necessidade, diversas substâncias foram alvo de estudo. Neste aspecto, o Óxido Nitroso, um anestésico inalatório, vem ganhando destaque em pesquisas para o tratamento da depressão. Isso porque, assim como a cetamina, seu mecanismo de ação se baseia no antagonismo dos receptores de N-Metil-D-Aspartato, demonstrando ação neuromoduladora e neuroprotetora em doses terapêuticas. Outra substância amplamente explorada na atualidade corresponde à Ayahuasca, uma decocção que além de conter alcaloides que atuam como inibidores da enzima monoaminoxidase A, contém N,N- dimetiltriptamina (DMT), uma triptamina alucinógena que atua como agonista dos receptores do 5-hidroxitriptamina (5-HT). Estudos pré-clínicos, observacionais, clínicos e experimentarias sugerem que a Ayahuasca possui atividades antidepressivas e que os efeitos psicoativos da Ayahuasca são produzidos por uma ação combinada de β-carbolinas e DMT. Neste sentido, o estudo em modelos animais se apresenta como uma ferramenta valiosa visto que ajudam a investigar e comparar, de maneira mais específica, os mecanismos de ação das drogas, bem como diferentes agentes terapêuticos.
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