Gestores são necessários na escola?

Vol 2, 2019. - 112181
Sessões de Diálogos
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Resumo

Diretora educacional, vice-diretora e orientadora pedagógica: uma equipe gestora. Mas – podemos nos perguntar – por que esses sujeitos gestores são necessários na escola? Partindo do pressuposto que a existência de cargos de gestão no espaço escolar nos remete às formas de controle do Estado sobre a organização de suas instituições, garantindo que as regras gerais se apliquem a cada unidade, partimos para buscar outras formas de compreensão do que, fundamentalmente, seria importante e essencial na presença dessas figuras, se entendendo como sujeitos que devem atuar e co-lecionar com os demais sujeitos e os mais diversos coletivos que co-existem no espaço educativo. Portanto, nos propomos à reflexão cotidiana, mas principalmente à reflexão planejada e vivenciada nas situações em que nos reunimos, dentro desse turbilhão que é o cotidiano escolar, tentando compreender quais diferentes olhares buscamos lançar, do lugar que ocupamos como gestoras, e que dão a ver o trabalho realizado pelo grupo, oportunizando a visibilidade do processo e a constituição histórica da escola. Temos observado que, das situações vivenciadas no trabalho, aquelas que nos marcam e se tornam experiências, na concepção de Larrosa, são aquelas que nos trazem mais desafios a serem superados, pois provocam-nos a repensar nossas certezas, buscar fundamentações e esclarecer nossos reais objetivos com cada ação prática. Arriscamos assim, nos imbuir do papel de quem se responsabiliza pela memória da escola, dialoga com as subjetividades da parceira de equipe, com as subjetividades dos demais atores do contexto e que forma a subjetividade da própria escola, que é única com sujeitos e
coletivos únicos que a constituem.

Instituições
  • 1 Prefeitura Municipal de Campinas
Eixo Temático
  • 3. Subjetividades, memória e de educação das sensibilidades
Palavras-chave
Gestão; subjetividade; experiência; diálogo