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Quem acolhe quem?

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Tendo como princípio a constituição social dos sujeitos baseada na filosofia da linguagem bakhtiniana e como vivência mobilizadora da produção de conhecimento, apresento uma proposta enquanto orientadora educacional, dirigido ao grupo de professores do 6º ao 9º ano com a participação da diretora e supervisora em uma escola municipal de EF II do sul de Minas Gerais, como estratégia para refletirmos coletivamente sobre o cotidiano escolar. O tema escolhido foi o “acolhimento” dos estudantes. O mesmo princípio e a mesma vivência estão presentes neste resumo. Quem acolheu (ou não) os professores que acolhe (ou não) hoje, os adolescentes com os quais convivemos? Para o desenvolvimento do trabalho foram coletados fotos e objetos do tempo de estudante dos professores, diretora e supervisora que, a partir desses registros, sentiram-se acolhidos e impelidos a narrar fatos e acontecimentos de sua vida de estudante que se misturavam com suas vidas de filhos, de irmãos e de pais e amigos... Quem acolheu os professores no seu tempo de estudante? Criamos uma imagem detalhada dessa pessoa e escrevemos uma carta para ela. A partir da roda de leitura das cartas, fizemos uma análise das características evidenciadas das pessoas que os acolheram. Foi constatado que as características elencadas, em sua maioria, eram de ordem afetiva. A partir desta constatação foram mobilizados fragmentos de textos de Paulo Freire com o tema relação professor e aluno e cotidiano escolar, na tentativa de dialogar com nossas experiências profissionais, com o nosso jeito de ser professor/ educador. Esta experiência abre possibilidades de diálogo da equipe de professores, diretora e supervisora na reflexão do fazer pedagógico no cotidiano escolar.