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A partir de buscas e inquietações docentes vivenciadas, Viviane Mendonça e Fernando Cardoso da Silva nos propõem um itinerário de resgate de suas memórias para se pensar as possibilidades de superação e/ou dificuldades de lida com as mesmas. Estas tensões buscam o diálogo entre o vivido e o refletido, a docência e a pesquisa, o eu e o outro e, nesta complexa teia de relações e construções, enreda-se um entrelaçamento entre o cotidiano escolar e a academia: aqui, os professores se dobram em pesquisadores; lá se desdobram em docentes-pesquisadores do que sejam as práticas educacionais escolares. Os diálogos docentes, por meio da lida com o pensamento de Mikhail Bakhtin, da investigação das práticas escolares fixada em narrativas e da metodologia narrativa de pesquisa utilizada pelo Gepec-Grubakh-Unicamp caminham na busca se configurar o real que é por meio do outro-seja no espaço escolar ou academico. Uma escola-outra, que dê conta de nós enquanto sujeitos múltiplos em múltiplas relações que nos gestam, é propor uma possibilidade de reconstrução de todos nós que passa obrigatoriamente pela busca do outro com o qual nos construímos, desconstruímos e nos reconstruímos cotidianamente num movimento no qual dialogam a paralisia e o engajamento, a potencia e a frustração, as aberturas e fechamentos, o fixo e o provisório.