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Narrativas da escola: outras formas de conhecimentos

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O trabalho que propomos traz narrativas das nossas práticas docentes articulada ao cotidiano escolar e as nossas redes de formação. Sendo assim, contar sobre o início de nossa parceria é de suma importância, uma vez que compreendemos isso como um dos múltiplos contextos pelos quais nos tornamos professores da educação básica. Na época, em 2010, éramos estudantes universitários do Curso de Licenciatura em Pedagogia e bolsistas no Projeto Institucional de Iniciação à Docência, conhecido como Pibid. Esse projeto foi um incentivo para iniciação à docência e pesquisa com a escola básica da rede pública de ensino, além de uma possibilidade de diálogo universidade e escola. Desde então nos pomos a pensar a escola, viver a escola e a refletir sobre as experiências vividas e narradas por nós e por nossos alunos. De tal modo que entendemos o cotidiano escolar como espaçostempos (ALVES, 2008) de produção de conhecimentos, currículos e sentidos sobre as práticas e os processos de formação docente. Nesse contexto, o referencial políticoepistemometodológico dos estudos nosdoscom os cotidianos contribui para este trabalho à medida que buscar visibilizar outras formas de conhecimentos. Sendo as narrativas vividas em sala de aula fontes indiciárias (Gizburg, 1989) permeadas de experiências sobre o vivido dentro e fora da escola. Colher e compartilhar de alguns desses relatos constituí uma forma de tecer relações de alteridade, constituídas/constituintes de múltiplas lógicas que formam nossas redes de subjetividades (SANTOS, 2010). Assim, esse texto nasceu do desejo de que deveríamos retomar a velha parceria e escrever sobre os nossos relatos de sala de aula, as nossas inquietudes, os conflitos, as tensões de fazerpensar (ALVES,2008, p.15) a prática pedagógica. Escolhemos três narrativas em que nos vemos desafiados a repensar nossas incompletudes enquanto professores atuantes em sala de aula. As situações narradas nos convidam a confrontar toda uma construção ainda hegemônica de se relacionar com o outro, por meio da negação da alteridade, tendo como referência apenas uma cultura, a ocidental, por meio de dicotomias em que os diferentes são colocados numa relação de abissalidade (SANTOS, 2010) e por conseguinte, de exclusão, da impossibilidade de co-presença e coexistência. Tal lógica tende a gerar uma falsa ideia de homogeneidade, enquadramento e normatização (SKLIAR, 2003) em relação à expectativa que nós enquanto professores criamos sobre nossos alunos.