63547

Formação docente: re-existir, re-construir, re-inventar

Favoritar este trabalho

O trabalho que se anuncia tem como proposta a problematização da formação docente. Em um exercício de escrita, lança-se ao desafio de cartografar os contornos de um processo de formação que vem se fazendo entre acontecimentos. Corpos se re-inventam nas tramas tecidas em um território que tem a pretensão de formar. Que formação? Desconfiar. Uma formação? Ficar à espreita. Múltiplas formações? Como um desejo em movimento, as linhas que aqui deslizam narram a experiência de dois corpos-professoras-pesquisadoras que vêm experimentando novos arranjos e exercitando a criação de modos outros de compor com a processualidade de uma formação docente. Entre disciplinas de um curso de pós-graduação em educação, encontros com um grupo de pesquisa e atividades docentes desenvolvidas em escolas da rede pública municipal e estadual de ensino, formações vão sendo re-inventadas. Exercita-se uma educação aberta à experiência, ao inesperado, imprevisível. Uma educação que se produz entre banalidades e afetos e efeitos e e e... Em defesa de uma formação como processo ético-estético-político, que atravessa, é atravessada e se deixa atravessar pelas multiplicidades que compõem vidas em intensos e potentes processos de subjetivação, problematiza-se: “Como re-existir nas pluralidades do cotidiano?”. Uma questão que escapa à procura de respostas. Invenção de problemas! Formação docente: re-existir, re-construir, re-inventar. Que formação?