Construir uma ousadia: textos de autoficção em sala de aula
Com a crescente democratização do acesso à escola pública no Brasil, os professores de língua portuguesa que atuam no Ensino Fundamental, vinculados às redes públicas de ensino, têm enfrentado o desafio de não apenas ensinar, mas também motivar e apoiar os educandos.
Sendo assim, pretendendo juntar-se às demais pesquisas acadêmicas que dão atenção a esse contexto e buscam construir caminhos teórico-metodológicos que viabilizem um processo significativo de ensino-aprendizagem, principalmente no que diz respeito ao ensino de língua portuguesa, este trabalho pretende abordar algumas das possibilidades do uso da “Autoficção”, postulada por Serge Doubrovsky (1977), para a reflexão coletiva, em sala de aula, a respeito de trajetórias alternativas para vida.
Para isso, este texto tratará sobre o trabalho de produção de textos escritos, passando pelo emprego de sequências didáticas (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEUWLY, 2004), enquanto instrumentos metodológicos, e do binômio “desejo de saber” e “decisão de aprender”, discutido por Philippe Perrenoud, em Dez novas competências para ensinar (2000).