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CLASSE BILÍNGUE: UMA CONSTRUÇÃO EM ANDAMENTO

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A proposta da educação bilíngue está em construção na Rede Municipal de Campinas e, dentro dessa realidade, nós profissionais inseridas nesse contexto encontramos potencialidades, barreiras e também superamos obstáculos. É desse assunto que iremos dialogar. O município oferta a educação bilíngue com base na Lei 13.146 de 6 de julho de 2015, a qual institui a Libras como primeira língua e o português na modalidade escrita como segunda língua em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. Com relação à organização dessa oferta a Portaria SME N° 13/2016 esclarece a teoria, sendo que as turmas de educação infantil com instrução em Libras e em Língua Portuguesa serão regidas pelo professor de classe comum e professores bilíngues em docência compartilhada, dessa forma os dois professores conduzirão juntos e integrarão seus conhecimentos ao ensinar as turmas com alunos surdos e ouvintes. Mas como é a efetivação dessa proposta na prática? Enquanto professora de classe comum e professora bilíngue, apresentaremos o que vivenciamos hoje na educação infantil em uma classe bilíngue de AG 3, na qual temos 25 crianças, sendo dessas, três surdas. Perpassaremos por alguns assuntos como: como organizamos o planejamento; a realização no dia-a-dia do planejamos; como sentimos e percebemos essa experiência não só para nós, professores da sala, mas também o que vemos nos alunos surdos, ouvintes e na comunidade escolar; e como desenvolvemos as atividades com o grupo visando a inclusão de todos. Com o bilinguismo ampliamos as possibilidades de comunicação, representação e manifestação das crianças no mundo de forma globalizante. O objetivo não é chegar em mais uma teoria de como realizar a prática, mas, a partir dos nossos relatos, tecer uma possibilidade de troca de experiências com aqueles que irão dialogar conosco e, dessa forma, contribuir para o andamento dessa construção da classe bilíngue.