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CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL A PARTIR DE DIFERENTES FORMAÇÕES PROFISSIONAIS

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"A Revolução Francesa e o alienismo tornaram possível realizar mudanças na condição dos alienados. Porém, o asilo transformou-se em um espaço de exclusão e destruição de subjetividades (Amarante¹, 1995). No Brasil, a intervenção na Casa de Saúde Anchieta em Santos e a criação dos serviços substitutivos como CAPS, NAPS criaram as bases para uma nova proposta de cuidado em saúde mental (Amarante¹, 1995). Esse estudo nasceu da observação da psicóloga e pesquisadora de que, embora a Reforma Psiquiátrica tenha levado à criação dessa nova lógica, existem divergências na concepção dos trabalhadores acerca desse cuidado, que levam à cisão da equipe. O objetivo geral da pesquisa era compreender e problematizar as diferentes concepções e práticas de cuidado em saúde mental entre os trabalhadores do serviço. Os objetivos específicos foram: compreender como os trabalhadores do CAPS pesquisado compreendem a doença mental; investigar como os profissionais de diferentes formações concebem e praticam o cuidado em saúde mental; discutir e ampliar o repertório de cuidados em saúde mental; mobilizar processos de Educação Permanente no serviço. A Educação Permanente visa transformar as práticas na saúde através da reflexão por parte dos profissionais sobre seu trabalho e problemas que enfrentam em sua realidade (Ministério da Saúde², 2005). Método: o estudo consistiu em pesquisa de campo de abordagem qualitativa e exploratória e foi realizado através de entrevistas semiestruturadas com os profissionais do serviço. Entre os 25 profissionais elegíveis, 13 aceitaram ser entrevistados. O termo de consentimento foi entregue e as entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra. A partir da leitura das mesmas passou-se à análise dos dados. Os objetivos da pesquisa funcionaram como norteadores da análise. Análise: nas falas dos sujeitos, temas como o medo inicial dos pacientes e a desconfiança com relação à veracidade do sofrimento mental expressos pelos usuários foram superados pelo desafio de trabalhar com esses sujeitos e pela estratégia do apoio mútuo. Resultados Parciais: muitos profissionais apresentam concepções que vão além da lógica medicalizante e do assistencialismo, destacando também a garantia de direitos, a autonomia, a dignidade, a qualidade de vida, o respeito, a ética. Acredita-se que em alguns momentos da rotina desses profissionais, esses processos de formação em um lugar que não foi designado formalmente para a capacitação do trabalhador possam acontecer espontaneamente; mas, na maioria das vezes, os profissionais não legitimam esses processos como sendo de produção de conhecimento. REFERÊNCIAS 1. Amarante P. Novos sujeitos, novos direitos: o debate em torno da reforma psiquiátrica. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 1995, Sep, v. 11 (3): p. 491-4. 2. Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde. A educação permanente entra na roda. [Internet]. Brasília; 2005. (12/01/2013)."