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Ácidos naftênicos são compostos carboxílicos com cadeias cíclicas e/ou alifáticas formados pela oxidação de frações do petróleo. [1] Durante a extração de petróleo e gás, esses compostos se acumulam na água produzida, representando um desafio ambiental e operacional devido à sua toxicidade e impacto na corrosão de equipamentos. A determinação desses contaminantes em amostras aquosas exige métodos seletivos e robustos de preparo e análise. Neste estudo, comparou-se a extração líquido-líquido (LLE) e a extração suportada em líquido (SLE) para a análise de ácidos naftênicos em matrizes aquosas. Na SLE, um suporte com alta área superficial é utilizado como suporte para a amostra aquosa, que então interage com um solvente orgânico imiscível que realiza a eluição dos analitos de interesse. No caso de amostras complexas, faz-se necessário a utilização de técnicas analíticas avançadas aliadas ao preparo de amostra, como a cromatografia gasosa bidimensional abrangente acoplada à espectrometria de massas (GC×GC-MS). Neste trabalho, soluções da mistura técnica de ácidos naftênicos foram preparadas em diferentes águas salinas (500 ppm) e ajustadas para pH 2 com solução de ácido clorídrico 3% (v/v) antes da extração. Para LLE, 15 mL de amostra foram extraídos com 45 mL de diclorometano, evaporados e ressuspendidos em 2 mL de isoctano. Na SLE, cartuchos com suporte sólido sintético (Chem Elut S, Agilent) foram testados com volumes de 1 e 5 mL de amostra, avaliando-se o perfil de eluição dos compostos com diclorometano. Todas as amostras foram derivadas com MTBSTFA antes da análise e uma série de scripts baseados em Computer Language for Identifying Chemicals (CLIC) foram desenvolvidos para avaliação dos compostos de interesse a partir dos seus espectros de massas. [2] Na SLE, foram comparados os perfis de eluição obtidos com os diferentes cartuchos, permitindo a determinação do volume ideal de solvente extrator para recuperação dos analitos. Após otimização do volume de extração, os resultados indicaram que ambas as técnicas apresentam reprodutibilidade semelhante (desvio padrão relativo de 4%). No entanto, a SLE demonstrou vantagens operacionais, reduzindo o volume de amostra e solvente, além de eliminar a necessidade de extrações sucessivas, simplificando o preparo. Esses resultados reforçam a SLE como alternativa eficiente para a determinação de ácidos naftênicos em matrizes aquosas.
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