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O gênero Ipomoea é o mais diverso dentre as convolvuláceas, apresentando uma grande diversidade de composto fitoquímicos bioativos. Ipomoea setifera é uma planta ruderal sempre-verde que invade pastagens e pode causar intoxicação crônica no gado. Os mecanismos responsáveis pela toxicidade desta espécie ainda não foram identificados. Este trabalho teve como objetivo caracterizar os compostos voláteis presentes no aroma das folhas e flores de I. setifera com o intuito de analisar possíveis compostos relacionados a sua toxicidade. Amostras de flores e folhas de duas áreas da Região Metropolitana de Belém foram coletadas para caracterização do perfil de aroma. Os principais constituintes identificados no aroma das flores foram o (E)-cariofileno, pentadecano e germacreno D. Já para as folhas foram encontradas maiores concentrações de (E)-cariofileno, germacreno D, (E)-2-hexenal, β-elemeno, α-humuleno e biciclogermacreno. Foram também identificadas concentrações consideráveis de óxido de cariofileno, um composto descrito na literatura como tóxico, que poderia estar relacionado com o processo de intoxicação crônica causada por I. setifera.
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