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Objetivo: Descrever a proporção de óbitos infantis investigados no Brasil e nas suas cinco Regiões, de 2010 a 2014. Metodologia: Estudo ecológico, descritivo, cujas unidades de análise são o Brasil e suas cinco Regiões, no período de 2010 a 2014. Os dados foram obtido a partir de consulta ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Este trabalho analisou o campo <óbito investigado> e suas categorias de resposta foram dicotomizadas em “óbito investigado” (óbito investigado com ou sem ficha síntese) e “óbito não investigado”. A análise estatística contou com o cálculo das frequências absoluta e relativa, além da estimação da Variação Percentual no Período (VPP). Resultados: A proporção de óbitos infantis investigados no Brasil variou de 63,8% para 81,7% (VPP=28,2%) de 2010 a 2014. A análise segundo regiões mostrou que o Norte apresentou o maior aumento na proporção de óbitos investigados (VPP=86,8%), mas, ainda assim, permanecia com o menor percentual de óbitos investigados dentre todas as regiões. Por outro lado, a Região Sul se destacou como aquela com maior proporção de óbitos infantis investigados em todos os anos estudados, variando de 86,3% a 93,8%. Em 2014, todas as Regiões apresentavam percentuais de investigação de óbitos infantis acima de 70,0%. Conclusões: Apesar do aumento na proporção de óbitos infantis investigados no Brasil, as Regiões Norte e Nordeste, ainda marcadas por um cenário de pobreza e desigualdades, apresentam percentuais aquém do indicado para um sistema de vigilância qualificado.