Favoritar este trabalho

Objetivo: analisar a tendência temporal das taxas de mortalidade, geral e específica, em idosos no Brasil. Métodos: estudo ecológico de série temporal, com dados secundários do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), que considerou o período de 1996 a 2014. Foram considerados idosos os indivíduos com 60 anos de idade ou mais. As taxas de mortalidade foram calculadas dividindo-se o total de óbitos, pela quantidade de idosos residentes no país em cada ano, multiplicado por 1.000. Para análise de tendência, utilizou-se a regressão linear generalizada de Prais-Winsten e calculou-se o percentual de mudança anual (Anual Percent Change -APC). Resultados: De 1996 a 2014, a taxa de mortalidade em idosos no Brasil reduziu de 38,5 para 34,2/1.000 habitantes, com discreta tendência de redução (APC=-1,5%; IC95%:-1,9 - -1,1). As principais causas de mortalidade foram doenças do aparelho circulatório (DAC), neoplasias, doenças do aparelho respiratório (DAR), doenças endócrinas e metabólicas (DEM) e causas mal definidas. Na análise das tendências, destaca-se a redução das taxas de mortalidade por causas mal definidas (APC= -15,2%; IC95%: -18,9 - -11,3%) e DAC (APC= -2,5%; IC95%: -3,5 - -1,6%), aumento nas mortalidade por neoplasias (APC= -2,0%; IC95%: 1,3% - 2,8%) e DEM (APC= 3,3%; IC95%: 0,8% - 5,8%) e estabilidade na mortalidade por DAR. Conclusões: Esta pesquisa evidenciou que as doenças crônicas representam as principais causas de mortalidade em idosos no Brasil e que são notados avanços na qualidade do registro do óbitos, haja vista a redução dos óbitos por causas mal definidas.