SUPERVISÃO PARENTAL E CONSUMO DE ALIMENTOS NÃO SAUDÁVEIS EM ADOLESCENTES
Objetivo: Avaliar a associação entre a supervisão parental e o consumo de alimentos não saudáveis entre adolescentes brasileiros. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal, utilizando os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense/2012), com uma amostra composta por 109.104 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas do Brasil. Foram selecionados quatro alimentos considerados não saudáveis: biscoito doce, salgado de pacote, guloseima e refrigerante. O consumo foi classificado como regular quando igual ou maior a 5 vezes/semana. Por meio de regressão logística foi verificada a associação entre cada uma das variáveis de consumo de alimentos não saudáveis com as de supervisão parental, ajustados para características socio-demográficas. Resultados: O maior percentual de consumo regular de alimentos não saudáveis ocorreu entre adolescentes menos supervisionados. Quando os adolescentes foram questionados sobre faltar às aulas sem o conhecimento dos pais, aqueles que responderam “sempre” tiveram probabilidade maior de consumir regularmente guloseimas (OR=1,56; IC95%=1,32-1,85), refrigerantes (OR=1,94; IC95%=1,73-2,17), biscoito doce (OR=1,44; IC95%=1,34-1,55) e salgado de pacote (OR=2,7; IC95%=1,89-2,50). Aqueles que responderam “sempre” serem supervisionados no tempo livre por seus pais tiveram menor probabilidade de consumir regularmente salgado de pacote (OR= 0,70; IC95%=0,63-0,77) e refrigerante (OR= 0,79; IC95%= 0,74-0,75). Conclusão: Os resultados indicam que, quanto maior a supervisão parental, menor o consumo de alimentos não saudáveis nos adolescentes.