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RIQUEZA E INCAPACIDADE FUNCIONAL EM IDADES AVANÇADAS: ENGLISH LONGITUDINAL STUDY OF AGEING

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Objetivos: Avaliar a interaçao entre inequidades socioeconômicas e incapacidade funcional, considerando tanto o efeito da depressão quanto o efeito do apoio social entre adultos ingleses mais velhos. Métodos: 5.506 participantes comunitários com 50 anos ou mais, participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) foram incluídos. A incapacidade funcional foi avaliada através de atividades básicas (ABVD) e instrumentais de vida diária (AIVD) autorelatadas. Os sintomas depressivos foram mensurados utilizando-se a escala de 8 itens do Center for Epidemiological Studies-Depression (CES-D). O apoio social foi avaliado pela presença de cônjuge e frequencia de contatos com amigos, parentes ou filhos. A análise estatística foi baseada em modelos de regressão logística multinominal para avaliar associação entre incapacidade funcional e fatores psicossociais e possível modificação de efeito do status socioeconômico. Resultados: Os resultados mostraram que os homens com incapacidade e mais pobres eram mais propensos a não apresentar cônjuge e não ter contato semanal com filhos, parentes ou amigos, quando comparados aos homens sem incapacidade. Entre as mulheres com incapacidade, as mais pobres eram mais propensas a relatar solidão e não ter cônjuge, enquanto as mais ricas e as do grupo intermediário eram mais propensas a ter um cônjuge. Uma forte e inversa associação dose-resposta entre riqueza e sintomas depressivos foi encontrada entre todos os participantes com incapacidade funcional. Conclusão: Inequidades socioeconômicas estão presentes em adutos mais velhos com incapacidade funcional. A presença de sintomas depressivos deve ser melhor investigada entre adultos mais velhos com incapacidade e baixo poder aquisitivo.