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Objetivo: Analisar as mudanças nos padrões de violência vivenciada pelas gestantes pertencentes a uma Coorte de nascimento Brasileira em Ribeirão Preto e São Luís-BRISA.Métodos: Foi realizado estudo transversal a partir dos dados de uma coorte de pré-natal no município de São Luís-MA. A amostra reuniu 1.446 gestantes da 22a à 25a semana gestacional que foram entrevistadas em 2010 e 2011. Foram obtidas características socioeconômica, demográficas e hábitos de vida. Utilizando o Questionário de Violência da OMS,a variável padrão de violência geral na gestação foi categorizada em: não houve violência antes e durante a gestação; violência cessou durante a gestação; início da violência durante a gestação; violência continuou durante a gestação.. Resultados: Na amostra, 75,45% das mulheres tinham de 9 a 11 anos de estudo, 72,15% eram desempregadas ou exerciam atividades manuais não qualificadas, 66,41% da classe C, 81,00 % tinham de 20 a 34 anos, 68,17% eram pardas, 22,32% bebiam e 1,39% usavam drogas ilícitas. Quanto ao padrão de violência, 45,05% não sofreram violência antes e nem durante a gestação porem 33,13% continuaram sofrendo violência durante a gestação. Em 16,56% das mulheres a violência cessou durante a gestação mas um percentual de 5,26% das mulheres o início da violência ocorreu durante a gestação.Conclusões:Diante deste contexto, a análise da trajetória de violência vivida por mulheres contribui para conhecimento das mudanças de padrão de violência vivenciada por gestantes ao constatar que uma boa parte delas passou a sofrer e continuou sofrendo episódios de violência na gestação.