OBSTÁCULOS PARA O CONSUMO DE ALIMENTOS IN NATURA EM USUÁRIOS DO PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE
Objetivo: Analisar a prevalência de obstáculos autorrelatados para o consumo de alimentos in natura entre frequentadores do Programa Academia da Saúde há mais de 12 meses. Método: Estudo seccional com amostra representativa de usuários (≥20 anos) frequentes há 12 meses ou mais no Programa Academia da Saúde de Belo Horizonte-MG (2.064 participantes, 88,7% mulheres). O Programa oferta prática regular de exercício físico e ações de alimentação e nutrição. Investigaram-se dados socioeconômicos (idade, estado civil, classificação econômica e ocupação), estado nutricional, consumo de alimentos in natura (frutas e hortaliças) e principal motivo para não consumi-los. Considerou-se como consumo recomendado de frutas: ≥3 porções/dia e de hortaliças: >2 porções/dia. Resultados: Foram elevadas as prevalências de consumo inadequado de frutas (60,6%) e hortaliças (40,5%). A falta de hábito (26,4%), o preço (18,8%) e não gostar (7,8%) foram os principais motivos para o consumo inadequado de frutas. Já para as hortaliças: não realizar o jantar (42,6%), falta de hábito (28,7%) e não gostar (3,8%). Após regressão logística ajustada por variáveis socioeconômicas e estado nutricional, verificou-se como obstáculos para o consumo adequado de frutas: o preço: (OR=1,41: 1,08; 1,83, p=0,010) e dificuldades para compra (OR=0,57: 0,38; 0,85, p=0,007). Os resultados não foram significativos para hortaliças. Conclusão: Os achados sugerem que, após 12 meses de participação em atividades de serviço de promoção da saúde, questões relacionadas ao ambiente alimentar permaneceram como os principais obstáculos para o consumo adequado das frutas, evidenciando, possivelmente, os limites de ações educativas.