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NACIONALIDADE DAS MÃES IMIGRANTES E REFUGIADAS RESIDENTES, MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, 2012-16

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Objetivo: Analisar a nacionalidade das mães imigrantes e refugiadas (MIR) residentes no município de São Paulo (MSP). Metodologia: Foram utilizados dados do SINASC do MSP de 2012 a 2016, selecionadas as MIR, analisando sua representatividade no total dos nascidos vivos (NV) segundo nacionalidade e países do continente americano. Resultados: No período observado a proporção de filhos de MIR residentes no MSP se manteve estável em 3% (aproximadamente 5.000) em relação ao total de nascidos vivos do município, com predomínio das bolivianas, 1,7% em 2012 e 1,4% em 2016, seguidos das chinesas (0,4%), paraguaias (0,1% para 0,2%), angolanas (de 0,1% a 0,2%), peruanas e haitianas (0,1%). Do total de MIR, as sul-americanas representaram 70,4% em 2012 e 58% em 2016, queda de 4,9% pela diminuição de bolivianas (26,3%). As caribenhas, nesse período, aumentaram de 0,5% (25) para 4,7% (236), em razão da recente imigração de haitianas. Observou-se aumento de 2015 a 2016 para algumas nacionalidades, com destaque para: angolanas (73,2%), sírias (68,3%), congolesas (25,8%) e haitianas (15,1%), apesar da diminuição de 5% do total de nascimentos no MSP no biênio. Em 2016, mais de 75% dos partos de MIR ocorreram na rede do SUS. Chama atenção que no município 78% das mães realizaram 7 ou mais consultas de pré-natal, enquanto as bolivianas 56,9%, sírias 56,6%, angolanas 50% e congolesas 41%. Conclusão: A identificação da nacionalidade materna no SINASC possibilita elaborar um perfil das imigrantes e refugiadas em idade reprodutiva e contribui para adoção de políticas direcionadas a esses grupos específicos.